Segundo a Defesa Civil, o ciclone extratropical provocou mortes em 8 cidades do Estado. Pelo menos 2.330 pessoas estão desabrigadas
O ciclone extratropical que atingiu a região Sul provocou forte tempestade durante a madrugada de sexta-feira, dia 16, deixando, até a tarde deste sábado, dia 17, 11 mortos e 20 desaparecidos, segundo informações divulgadas pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul.
No boletim divulgado pela manhã, nove pessoas morreram em decorrência do ciclone e outras 22 estavam desaparecidas.
Ao todo, 40 municípios gaúchos foram atingidos. Pelo menos 2.330 pessoas estão desabrigadas e outras 620 desalojadas por causa dos deslizamentos de terra e da falta de energia. As rajadas de vento na região chegaram a atingir 100 km/h.
Segundo o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, entre as vítimas fatais está um bebê de quatro meses, que estava em uma área alagada e não conseguiu ser retirado a tempo para tratar de problema de saúde anterior às chuvas.
A Defesa Civil do Estado emitiu alerta para a chuva intensa e ventos fortes nas regiões da Serra, Litoral Norte e Metropolitana de Porto Alegre neste fim de semana. Leite ressaltou a importância de moradores do Estado em fazer o cadastro para receberem os alertas por SMS.
De acordo com o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, as cidades afetadas atuam em conjunto com governo local e federal para agilizar a elaboração de planos de trabalho. O documento é um pré-requisito para liberação de recursos federais. Cidades em situação de emergência ou Estado de calamidade pública reconhecido pela Defesa Civil Nacional estão aptas a solicitar recursos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para atendimento à população afetada.
"Nós costumamos, quando trabalhamos conjuntamente com estados, município e União, reconhecer e aprovar sumariamente [os planos de trabalho] porque evita diligências. Fez um plano de reconstrução de uma ponte e quando entra no sistema, a gente aprova em até 48 horas já está disponibilizando o recurso para o município tocar as atividades", afirmou Góes. As ações envolvem socorro, assistência às vítimas, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de infraestrutura destruída ou danificada.
No início da tarde, os ministros Waldez Góes, e da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Paulo Pimenta, sobrevoaram neste sábado, dia 17, cidades do Rio Grande do Sul.
"Visitamos o município de Caraá, onde muitas famílias foram atingidas pelo ciclone e chuvas dos últimos dias. Presidente Lula nos deu a missão de apoiarmos as regiões afetadas com os recursos necessários para amparar quem perdeu bens e abrigo nesse momento difícil. Estamos juntos!", publicou Pimenta em sua conta no Twitter.