Dinheiro em espécie e cheques foram apreendidos em empresas e residências, uma delas em Laguna
Divulgação/Folha Regional A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da 2ª Delegacia de Combate à Corrupção da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DECOR/DEIC), apresentou novas informações sobre a Operação Dark Shark, deflagrada na manhã desta terça-feira, dia 4, para apurar fraudes em licitações em Tubarão, Capivari de Baixo, Pescaria Brava e Jaguaruna.
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Em entrevista coletiva, os delegados responsáveis pelas investigações confirmaram que seis empresários de Tubarão tiveram prisão temporária cumprida nesta manhã.
Os delegados esclareceram que as buscas em algumas prefeituras foram necessárias para apreender documentos licitatórios e investigar os casos. Até o momento não foi confirmado o envolvimento de agentes públicos na operação.
“Fraudar o caráter competitivo dos procedimentos licitatórios era o objetivo desses empresários. As buscas nos entes públicos se fizeram necessárias em função de apreender esses procedimentos na íntegra para avaliarmos as investigações. Mas delitos nesse modus operandi dificilmente são concretizados sem a participação de agentes públicos, seja ele agente de carreira ou político, é de se esperar que a investigação venha evoluir para essas classes também”, afirmaram os delegados.
Foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária. As ordens judiciais foram cumpridas nas sedes das empresas, residências dos investigados e nas prefeituras. Os mandados foram cumpridos nos municípios de Tubarão, Capivari de Baixo, Pescaria Brava, Jaguaruna e Laguna.
Foram encontrados malotes de dinheiro em espécie e cheques em residências e empresas. Uma residência em que havia dinheiro vivo foi localizada em Laguna.
Os empresários que cometeram os delitos vão passar por exame de corpo delito, participarão de audiência de custódia e em seguida serão encaminhados ao sistema prisional onde permanecerão por cinco dias em prisão temporária até que se tenham novas comprovações de delitos.
As investigações iniciaram em 2021, quando foram realizadas diligências para identificar fraudes no caráter competitivo de procedimentos licitatórios, assim como fraudes na entrega do serviço prestado.
No total, foram analisados 51 contratos firmados com os quatro municípios do sul do Estado Tubarão, Jaguaruna, Capivari de Baixo e Pescaria Brava), que, somados, chegam a aproximadamente R$ 30 milhões e foram firmados entre os anos de 2017 a 2022, sendo que os de 2022 ainda estão vigentes. “Em cada município a fraude ocorria de determinada forma.
Em Capivari de Baixo, por exemplo, as empresas apresentavam propostas em nomes de terceiros e saiam vencedores das licitações”, comenta um dos delegados responsáveis pela operação.
O nome da operação "Dark Shark" foi escolhido pelo fato de que em um dos contratos ocorreu, supostamente, a troca de todas as lâmpadas do município em exíguo espaço de tempo, indicando, assim, que, em certo momento, o município teria ficado às escuras.
A ação policial contou com aproximadamente, 90 policiais civis da DEIC, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma, da Delegacia de Polícia da Comarca (DPCo) de Forquilhinha, da DIC de Laguna, da DIC de Araranguá, da DPCo de Imbituba e da Polícia Científica.