Comerciantes têm até o próximo dia 16 para deixar o local, que será demolido para dar lugar a um novo prédio. Porém, endereço provisório ainda não foi definido
Fotos: Divulgação/Folha Regional Os feirantes que trabalham no Mercado do Produtor, em Tubarão, têm até o próximo dia 16 para deixar o local. O motivo da mudança é o início das obras para a construção do novo prédio, que será erguido no mesmo terreno.
Ocorre, porém, que os trabalhadores – até agora – não têm para onde ir. Ainda que alguns endereços tenham sido mapeados para recebê-los temporariamente, por enquanto não se chegou a nenhuma definição. Com isso, os feirantes vivem uma corrida contra o tempo.
O Mercado do Produtor fica na Rua Altamiro Guimarães, no bairro Oficinas. Ele será demolido para dar lugar a um novo prédio. A obra vai custar R$ 2.620.578,77 e será executada pela L Construções, cuja sede está em Tubarão.

Conforme anunciado pelo município, o novo mercado terá área coberta ampliada (passará dos 1.009 m² para 1.260 m²), uma área de convívio para os frequentadores, ampliação do número de boxes de vendas (de 22 para 30), e ampliação dos boxes de refrigeração (de sete para oito), além de novos banheiros.
O contrato entre a prefeitura e a empresa vencedora da licitação foi firmado em 29 de novembro do ano passado. De acordo com este contrato, o prazo de execução dos serviços é de 240 dias. Em abril, o município noticiou que, no dia 13 daquele mês, a empresa havia iniciado os preparativos para a obra, um trabalho preliminar de organização.

Sem local definido
De início, a proposta da prefeitura era de que os feirantes se instalassem de maneira provisória na CEASA, no bairro Revoredo, durante a execução da obra. Mas a sugestão foi recusada pelos trabalhadores porque eles consideram o local muito distante do Mercado do Produtor, em Oficinas – pouco mais de 5 quilômetros entre eles, o que poderia prejudicar suas vendas.
Para tentar solucionar o impasse, definiu-se que o Mercado do Produtor iria funcionar temporariamente no pátio do Ginásio Francisco Salgado Filho, o Salgadão. Localizado na Rua Pedro Gomes de Carvalho, fica mais próximo do atual Mercado do Produtor. A permissão de uso do espaço chegou a ser aprovada pelos vereadores em 27 de março, mas, dias depois, a proposta foi descartada devido aos custos para a organização do local.
Decidiu-se, então, por um imóvel na Rua dos Ferroviários. “Perdemos quase dois meses para fazer o aluguel desse galpão. Mas não houve possibilidade legal de fazer essa contratação”, explica o prefeito interino de Tubarão, Gelson Bento.
Diante do prazo exíguo para o início das obras, a prefeitura se reuniu com os feirantes com uma nova proposta. “Propusemos que não havia outra solução, senão ir para a CEASA. A não ser que eles vissem um galpão regular, de imediato, porque tem até o dia 16 para desmontar tudo e começar as obras. Então eles ficaram no compromisso de achar um galpão, e nós também, ali na área de Oficinas”, afirma o prefeito interino.
Bento acrescenta que a construção do novo Mercado do Produtor já era para ter iniciado meses atrás. “Quanto mais tempo passa, mais se perde. Também estamos sujeitos à prefeitura ser multada por não ter começado essa obra”, diz ele.
À espera de solução
Na última terça-feira, dia 6, os comerciantes encontraram um novo imóvel para abrigá-los. Fica também na vizinha Rua Pedro Gomes de Carvalho, onde antes funcionava a antiga Luminar. Mas, a princípio, também não seria possível efetivar a locação deste prédio.
Sérgio Mendes é um dos feirantes que trabalham no Mercado do Produtor. Sua família está no local desde 1996. Ele confirma que, hoje, os comerciantes não têm aonde ir – apesar do prazo final para deixarem o imóvel na Altamiro Guimarães. “É uma injustiça. Simplesmente deram prazos e não pensaram nas famílias que dependem do local”, reclama.
Segundo ele, são 22 famílias, em um total de 95 pessoas, cuja renda depende do trabalho no Mercado do Produtor. “Nosso objetivo é não sair até acharem um local”, afirma o feirante.