A primeira Ludoteca do município será inaugurada nesta sexta-feira, no Creas
Só nos cinco primeiros meses deste ano foram registradas, no Brasil, 89 mil denúncias de violações de direitos humanos em crianças e adolescentes.
Destas, 3,5 mil vieram de Santa Catarina. Os dados são da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania.
Em Tubarão, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) atende uma média mensal de 160 crianças e adolescentes, entre vítimas ou testemunhas de violência física, sexual e psicológica, segundo dados da própria unidade.
A partir desta sexta-feira, dia 23, o atendimento dessas pessoas passa a ser realizado em um ambiente mais acolhedor. Presente em 15 Estados, essa será a primeira Ludoteca em Tubarão e a terceira em Santa Catarina, doada pelo Instituto Sabin, organização responsável pelo investimento social privado do Grupo Sabin. No município, a realização foi possível por meio de parceria com a Fundação Municipal de Desenvolvimento Social.
A inauguração da primeira Ludoteca em Tubarão ocorre nesta sexta-feira, dia 23, às 14h, no Creas, com a presença de autoridades.
“Os espaços são preparados para o acolhimento, escuta e oitiva de jovens e crianças que sofreram ou foram testemunhas de algum tipo de agressão e contam com atendimento especializado em um ambiente acolhedor, com recursos lúdicos e didáticos, como decoração, brinquedos, livros e jogos”, explica Gabriel Cardoso, gerente executivo do Instituto Sabin.
O Programa Ludotecas existe há mais de 10 anos e já impactou mais de 100 mil pessoas por todo o Brasil.
Para a coordenadora da Proteção Especial de Média e Alta Complexidade, em Tubarão, Lilian Folchini, a Ludoteca contribuirá de forma muito positiva para o atendimento e o acompanhamento das crianças e adolescentes que tiveram seus direitos violados. “É um importante instrumento para que a nossa equipe técnica, de profissionais assistentes sociais e psicólogos, tenha uma ferramenta a mais para atuar, de forma lúdica, com essas demandas trazidas pelas famílias com crianças e adolescentes vítimas de violência”, explica.