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Lideranças da cadeia produtiva da mandioca da região debatem alternativas para o desenvolvimento do setor

Produtores de Jaguaruna e Sangão participaram de encontro em São João do Sul durante a 13ª Festa do Colono

26/05/2023 16h21 | Atualizada em 26/05/2023 16h21 | Por: Redação Folha Regional

Lideranças da cadeia produtiva da mandioca da região de Jaguaruna se reuniram para debater assuntos relacionados ao setor durante a 13ª Festa do Colono 2ª Festa Agropecuária, em São João do Sul, nesta quinta-feira, dia 25.

Participaram do encontro representantes da AIMSC (Associação das Indústrias Processadoras de Mandioca de Santa Catarina), Ministério da Agricultura, Epagri, prefeitura de São João do Sul, entre outros líderes presentes.

Na parte da manhã, foi realizada a palestra com o título “Produção Sustentável de Mandioca, ministrada pelo Eng. Agr. Dr. Marco Antonio Sedrez Rangel (Ministério da Agricultura) e pelo Eng. Agr. Esp. Saymon Antonio Della Bruna Zeferino (Epagri). 

Durante a apresentação, os palestrantes destacaram a importância de se desenvolver a sustentabilidade na cultura da mandioca, principalmente no manejo do solo.

Outros temas também foram abordados, como a necessidade de implementos agrícolas adaptáveis à região e a certificação das propriedades rurais.

Para o produtor Helton da Silva, de Jaguaruna, que faz parte da AIMSC, o encontro foi produtivo e contribuiu para levar novas técnicas e alternativas aos produtores de Jaguaruna, Sangão e Treze de Maio. “Foi um encontro muito bom para debatermos sobre aumentar a produtividade das raízes e preservar o meio ambiente por meio do plantio direto, com menos agrotóxico e erosão”, comenta Helton. 

De acordo com o engenheiro agrônomo da Epagri de Jaguaruna, para este ano, a expectativa é de uma safra mediana. “Tivemos alguns problemas climáticos com excesso de chuva até o mês de dezembro, áreas afetadas com granizo, e isso fez com que a gente fique dentro da média ou até um pouco abaixo. Na região que envolve os municípios de Sangão, Jaguaruna, Treze de Maio a expectativa é que a safra resulte em 50 mil toneladas movimentando cerca de R$ 40 milhões”

Para os palestrantes Zeferino e Rangel, o desenvolvimento do setor passa inevitavelmente pela cooperação técnica entre as várias entidades que a compõem. Ainda de acordo com os palestrantes, o uso do plantio direto nas lavouras de mandioca - técnica de plantio comprovadamente mais eficiente em comparação com o plantio convencional - é cada vez mais imprescindível, uma vez que diminui significativamente as perdas de matéria orgânica, eleva a qualidade das raízes de mandioca e, consequentemente, aumenta a renda dos produtores rurais.

Reunião com lideranças

Na parte da tarde, os produtores participaram de uma reunião em que foram tratados os principais problemas enfrentados pela cadeia da mandioca no sul catarinense.

Para João Paulo da Silveira, representante da AIMSC, um dos principais gargalos enfrentados é a falta de padronização das raízes, principalmente no quesito “teor de amido”. “A falta de um padrão das raízes dificulta a produção das fecularias. Como consequência, traz muitos prejuízos tanto para as agroindústrias como também aos agricultores”, destaca João. 

Para o Eng. Agr. Marco Antônio Remor, da prefeitura de Sangão “o uso do plantio direto já vem sendo utilizado por alguns produtores na região, se mostrando muito eficaz para a preservação do solo e aumento da qualidade das raízes de mandioca.”

Ao término da reunião, as lideranças presentes firmaram o compromisso de elaborar uma cartilha de boas práticas de produção de mandioca, além de realizar num futuro próximo treinamentos e repasses de tecnologias aos produtores e agroindústrias. 

Folha Regional

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