Ulisses Gabriel diz que crime contra o cão na Praia Brava segue sob apuração da Justiça catarinense
Foto: Divulgação A Polícia Civil de Santa Catarina afirmou que não cabe a federalização do caso Orelha, cão que morreu após ser brutalmente agredido por adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis.
O episódio ganhou repercussão nacional e internacional, gerando mobilização nas redes sociais e pedidos para que a Justiça Federal assumisse a investigação.
Atualmente, o caso segue sob responsabilidade da Justiça catarinense e é investigado por duas delegacias especializadas da capital: a Delegacia de Proteção Animal (DPA) e a Delegacia Especializada do Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle).
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De acordo com a Polícia Civil, quatro pessoas teriam envolvimento direto na morte do cão Orelha. Dois dos adolescentes investigados viajaram para a Disney, em Orlando, nos Estados Unidos, logo após o crime. A dupla retornou ao Brasil na quinta-feira (29).
Durante o retorno, roupas e aparelhos celulares foram apreendidos para auxiliar na investigação. O material recolhido passará por análise e pode contribuir para o esclarecimento das circunstâncias do crime.
Em manifestação publicada nas redes sociais, o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, reforçou que o caso não se enquadra nos critérios legais para federalização.
Segundo ele, a transferência para a esfera federal só ocorre em situações específicas, como omissão do poder público estadual ou violação grave de direitos humanos, o que, conforme a PCSC, não está caracterizado neste caso.
“Não há omissão por parte da Justiça catarinense”, afirmou Ulisses Gabriel, acrescentando que o episódio também não configura violação de direitos humanos, requisito necessário para a federalização.
Na mesma publicação, Ulisses Gabriel também rebateu críticas e especulações envolvendo o andamento das investigações.
O delegado-geral destacou que não possui relação de amizade com advogados ou investigados ligados ao caso do cão Orelha.