Segundo as investigações, o assassinato foi ordenado por facção criminosa atuante em Santa Catarina, em uma espécie de "tribunal do crime"
A Polícia Civil de Imbituba concluiu a investigação do homicídio de Carlos Alberto Pereira Neto, em 14 de outubro do ano passado. Seis pessoas foram indiciadas por homicídio qualificado, fraude processual, incêndio e organização criminosa.
Os criminosos fortemente armados invadiram a residência onde a vítima dormia e efetuaram ao menos 54 tiros. Segundo as investigações, o assassinato foi ordenado por facção criminosa atuante em Santa Catarina, em uma espécie de "tribunal do crime".
Os criminosos ainda invadiram o pátio de uma delegacia e incendiaram um veículo apreendido que havia sido usado no crime, na tentativa de destruir provas.
O inquérito policial foi concluído com mais de 800 páginas. A apuração identificou dois indivíduos responsáveis por fornecer veículos para homicídios na Grande Florianópolis. Um criminoso foi preso em flagrante no dia do crime, responsável por dar apoio à fuga, fortemente armado.
Foi identificado também o autor que utilizou segundo veículo de apoio, envolvido em outro homicídio na região. Outro investigado forneceu o local de reunião do grupo em Imbituba horas antes do crime.
A investigação apontou ainda o responsável direto pela execução e pelo incêndio do veículo apreendido. Durante a Operação "Em Chamas", com apoio de diversas unidades da Polícia Civil e Polícia Militar, mais de 85 policiais deram cumprimento a 16 ordens judiciais de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária. O inquérito foi entregue ao Poder Judiciário. Três investigados estão presos e um segue foragido.