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COLUNISTAS

Investimentos para 2026: expectativas, cenário e posicionamento

22/12/2025 22h17 | Atualizada em 22/12/2025 22h17 | Por: Guilherme Crema

Com o encerramento de mais um ano, começa também o momento de olhar à frente e refletir sobre como preparar o patrimônio para 2026. O próximo ciclo já traz alguns elementos importantes no radar dos investidores, que merecem atenção desde agora.  

O primeiro ponto é o cenário político. 2026 será um ano eleitoral, o que historicamente aumenta a volatilidade dos mercados. Em períodos assim, ativos reagem mais intensamente a pesquisas, discursos e expectativas, exigindo do investidor uma carteira bem estruturada, diversificada e alinhada ao seu perfil de risco.

No campo econômico, a expectativa predominante é de início no ciclo de queda das taxas de juros, caso o processo de controle inflacionário se mantenha. Juros mais baixos tendem a reduzir a atratividade da renda fixa tradicional e, ao mesmo tempo, criar oportunidades em ativos que se beneficiam desse ambiente, como crédito privado, fundos imobiliários, ações e investimentos estruturados.

Outro ponto relevante é o reposicionamento global de capitais. Com ciclos econômicos distintos entre países, o investidor passa a se beneficiar cada vez mais da diversificação internacional, tanto para proteção cambial quanto para acesso a setores e economias que não existem no Brasil.

Além disso, temas como eficiência tributária, planejamento sucessório e gestão ativa do risco ganham ainda mais importância em um cenário de mudanças regulatórias e fiscais constantes. Não se trata apenas de buscar retorno, mas de preservar e organizar o patrimônio ao longo do tempo.

Pensar em 2026 desde já não significa fazer apostas, mas sim construir uma estratégia sólida, capaz de atravessar diferentes cenários. Em momentos de transição econômica e política, planejamento, disciplina e boa assessoria fazem ainda mais diferença nos resultados de longo prazo.

A importância de assessoria de investimentos especializada na gestão patrimonial

16/12/2025 22h38 | Atualizada em 16/12/2025 22h38 | Por: Guilherme Crema

Quando o assunto é patrimônio, a forma como ele é gerido ao longo do tempo faz tanta diferença quanto o quanto se ganha. Ainda assim, muitos investidores concentram todas as decisões financeiras em bancos comerciais, acreditando que isso, por si só, garante um bom acompanhamento. Na prática, essa escolha pode custar caro.  

O modelo do banco comercial é baseado em escala e padronização. O gerente atende dezenas — às vezes centenas — de clientes e trabalha com um portfólio limitado de produtos, geralmente aqueles que fazem mais sentido para a instituição, e não necessariamente para o investidor. Isso não significa má-fé, mas sim conflito de interesses estrutural: quem distribui o produto também é quem define as metas de venda.

Já o profissional de investimentos atua de forma consultiva e personalizada, olhando o patrimônio como um todo. Ele considera objetivos de curto, médio e longo prazo, perfil de risco, fluxo de renda, planejamento tributário, sucessão patrimonial e diversificação entre diferentes classes de ativos — no Brasil e, quando faz sentido, no exterior.

Outro ponto fundamental é o acompanhamento ativo. O mercado muda, a legislação muda, e a vida do investidor também. Um bom assessor revisa estratégias, ajusta alocações e antecipa riscos, em vez de apenas reagir a eles. Mais do que indicar produtos, ele ajuda a tomar decisões, evitando erros comuns como excesso de concentração, baixa diversificação ou escolhas motivadas por emoção.

No longo prazo, essa abordagem faz diferença não apenas na rentabilidade, mas na eficiência do patrimônio: menos impostos desnecessários, melhor gestão de riscos e maior clareza sobre onde se quer chegar.

Cuidar do patrimônio vai além de escolher aplicações. É sobre ter estratégia, alinhamento e alguém que atue do seu lado — e não apenas vendendo o que está disponível no balcão.

Sucessão Patrimonial: Como planejar e quais impostos pesam no processo

09/12/2025 22h02 | Atualizada em 09/12/2025 22h02 | Por: Guilherme Crema

A sucessão patrimonial é um tema muitas vezes adiado, mas cada vez mais relevante para famílias que buscam proteger o patrimônio e evitar surpresas financeiras no futuro. Além da organização dos bens, compreender os custos envolvidos — especialmente os impostos — é fundamental para evitar que o herdeiro receba menos do que o planejado.  

O principal imposto no processo sucessório é o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), cobrado pelos Estados quando ocorre herança ou doação. As alíquotas variam de Estado para Estado, mas hoje ficam entre 2% e 8%, podendo aumentar nos próximos anos, já que há discussões para unificar ou ampliar limites após a reforma tributária. Em patrimônios maiores, esse impacto pode ser significativo, especialmente quando existe baixa liquidez para pagamento do imposto.

Outro ponto importante é o custo de inventário, que inclui honorários advocatícios, taxas judiciais e eventuais atualizações ou regularizações de bens. Dependendo da complexidade familiar ou do volume patrimonial, o processo pode se tornar longo e caro — e, em alguns casos, demandar a venda emergencial de ativos, como imóveis, para pagamento das despesas.

Por isso, cada vez mais famílias buscam alternativas como doações em vida, que permitem organizar a transmissão gradual do patrimônio, muitas vezes com menos burocracia. Outra ferramenta muito utilizada é a holding patrimonial, que facilita a gestão dos bens, reduz conflitos e pode otimizar a sucessão, evitando o inventário sobre determinados ativos. Em investimentos financeiros, produtos como previdência privada (VGBL/PGBL) e determinados tipos de seguros também se destacam, pois não entram no inventário e chegam aos beneficiários com maior rapidez.

Planejar sucessão não é apenas questão tributária, mas sim de proteção familiar e continuidade do patrimônio. Elaborar um plano estruturado reduz custos, protege herdeiros e garante que a transferência ocorra conforme o desejo do titular — sem pressões, conflitos ou perdas inesperadas.

No fim, sucessão patrimonial é mais do que pensar no futuro: é organizar o presente para que o patrimônio trabalhe de forma eficiente entre gerações.

Fundos Imobiliários na prática: Exemplos e comparações com imóveis físicos

02/12/2025 22h30 | Atualizada em 02/12/2025 22h30 | Por: Guilherme Crema

Depois de entender o que são os Fundos Imobiliários, vamos agora para a parte prática: como eles funcionam no dia a dia e como se comparam com investir em imóveis físicos  

Um dos exemplos mais comuns são os fundos de logística, que compram galpões alugados para empresas como Mercado Livre e Amazon. Também existem os fundos de escritórios, shoppings e os fundos de recebíveis, que investem em CRIs com contratos indexados à inflação.

Na prática, o fundo compra os imóveis, administra contratos, negocia reajustes e distribui mensalmente aos cotistas os rendimentos obtidos — funcionando como um “aluguel” recorrente, sem preocupação operacional. Além disso, se vender um imóvel por um valor maior do que pagou, o fundo pode distribuir esse lucro extraordinário aos investidores.

Comparando FIIs com imóveis físicos, a diferença começa no valor de entrada: enquanto um imóvel exige alto capital e, muitas vezes, financiamento, os FIIs permitem investir a partir de poucas centenas de reais. A liquidez também é superior, já que cotas são negociadas rapidamente na Bolsa, enquanto vender um imóvel pode levar meses. Outro ponto é a diversificação: com FIIs, o investidor pode ter exposição a dezenas de imóveis e centenas de inquilinos, reduzindo riscos concentrados típicos de um único imóvel físico.

Os rendimentos mensais dos FIIs são isentos de imposto de renda para pessoas físicas, o que melhora o retorno líquido. E toda a parte operacional — manutenção, vacância, reformas, cobrança — fica com o gestor, eliminando burocracia e custos extras como ITBI, escritura e reformas imprevisíveis.

Em termos de retorno, os FIIs combinam duas fontes importantes: o dividend yield (DY), pago mensalmente, e a valorização das cotas, impulsionada pelos contratos de aluguel, inflação e qualidade dos imóveis. Em muitos casos, o DY supera o aluguel líquido de um imóvel físico, com a vantagem adicional da diversificação.

Por isso, os FIIs se consolidam como uma alternativa moderna, acessível e eficiente dentro do mercado imobiliário.

Fundos Imobiliários: o investimento que coloca o mercado imobiliário ao alcance de todos

25/11/2025 20h22 | Atualizada em 25/11/2025 20h22 | Por: Guilherme Crema

Entenda, de forma simples, o que são os FIIs, como funcionam e por que se tornaram uma das portas de entrada mais acessíveis para investir em imóveis sem burocracia  

Os Fundos Imobiliários, ou FIIs, são uma forma prática e acessível de investir no mercado imobiliário sem precisar comprar um imóvel inteiro. Ao adquirir cotas de um fundo listado na bolsa, o investidor passa a ter participação em empreendimentos como shoppings, galpões logísticos, escritórios corporativos, hospitais, agências bancárias ou até contratos de crédito imobiliário.

Cada fundo possui uma estratégia: alguns compram imóveis físicos para aluguel, outros investem em títulos lastreados em imóveis (como CRIs), e há ainda fundos híbridos que combinam diferentes abordagens. O objetivo é gerar renda recorrente e valorização das cotas ao longo do tempo.

O funcionamento é simples: o investidor compra cotas na bolsa e recebe, geralmente todos os meses, uma distribuição de rendimentos — um “aluguel” proporcional ao número de cotas que possui. Por lei, os FIIs devem distribuir no mínimo 95% do lucro caixa, e esses rendimentos são isentos de Imposto de Renda, o que torna a renda mensal muito atrativa.

Outra vantagem é a liquidez: é possível vender cotas a qualquer momento, algo impossível para quem investe em imóveis físicos. Com pouco capital, o investidor também consegue diversificar sua exposição entre vários setores do mercado imobiliário, reduzindo riscos específicos de cada segmento.

É importante lembrar que os FIIs contam com gestores profissionais, responsáveis por negociar contratos, analisar riscos e buscar as melhores oportunidades do mercado. Mesmo assim, o investidor deve conhecer o portfólio, entender onde está colocando seu dinheiro e acompanhar indicadores como vacância, qualidade dos inquilinos e prazo dos contratos.

Os FIIs democratizaram o acesso ao mercado imobiliário no Brasil e se tornaram uma ferramenta poderosa de construção de renda e patrimônio. Entender como funcionam é o primeiro passo para montar uma carteira sólida, equilibrada e preparada para o longo prazo.

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