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COLUNISTAS

Tratamento de canal em dente de leite é possível?

11/06/2024 21h11 | Atualizada em 11/06/2024 21h11 | Por: Dr. Cláudio Rogério

Se realizar um tratamento de canal já causa medo para um adulto, imagine só para uma criança. Muitos papais e mamães ficam espantados ao descobrir que os pequenos também passam por esse tipo de procedimento. 

O tratamento pode ocorrer, na maioria dos casos, por problemas de cáries extensas ou um trauma, como quedas.

Em que momento pode ser feito o canal?

O tratamento de canal é indicado quando a polpa dentária é acometida. A partir do momento em que o dente nasce e entra em posição já está sujeito a sofrer ação das bactérias da cárie, que, quando não tratadas, podem evoluir para um canal. 

Mas somente um dentista poderá determinar a necessidade de um tratamento de canal. É preciso sempre realizar um bom exame inicial e levar em conta algumas questões como idade, análise de raio-X, posicionamento do permanente, impossibilidade de reconstrução, se há reabsorção interna ou externa, entre outros que poderão contraindicar esse procedimento.

Como é feito o tratamento?

O acesso aos condutos e a limpeza do sistema de canais radiculares são bem semelhantes ao procedimento feito em adultos. O que difere é a instrumentação e finalização, pois é preciso levar em conta que o dente permanente irá induzir a reabsorção daquela raiz. Se o caso for de pulpite, uma inflamação da polpa (que é a parte viva do dente), sim, a anestesia local será necessária. Se for um caso de necrose, onde há a “morte” dessa polpa, a criança não precisa receber anestesia.

O dente de leite vai cair mesmo assim?

Mesmo após tratado e salvo, o dente de leite vai cair inevitavelmente e isso não significa que o permanente nascerá com alguma imperfeição. 

Se o tratamento for bem realizado, respeitando o limite de atuação e posição do permanente e eliminando focos de infecção, o permanente não apresentará sequela alguma. Para isso, é importante realizar o procedimento com um profissional qualificado e de confiança.

Pais, fiquem de olho na prevenção

Como tudo na vida, a prevenção é a melhor forma de evitar qualquer tratamento cirúrgico. Além de amenizar a ingestão de açúcar, acompanhe de perto a escovação da criançada, auxiliando os pequenos. 

Utilize pastas com flúor nas crianças maiores de 6 anos e evite que elas façam consumo exagerado de doces e balas no dia a dia.

Por que a higiene bucal infantil é tão importante a longo prazo?

28/05/2024 22h52 | Atualizada em 28/05/2024 22h52 | Por: Dr. Cláudio Rogério

Muitos cuidados devem ser tomados com a nossa saúde em qualquer fase da vida, mas é durante a infância que a maioria deles começa a ser integrado à nossa rotina. Normalmente, isso é influenciado pelos pais da criança, e é primordial se atentar para que questões higiênicas, como a da higiene oral, sejam feitas sempre da maneira correta. Pode parecer que não, mas esse tipo de hábito conta muito quando chegamos à fase adulta. 

Sabe-se que tudo o que é feito repetidas vezes por um determinado período de tempo se torna um hábito. Porém, quando se é criança é muito mais fácil adotar uma rotina e levá-la para o resto da vida. 

Cuidar da higiene bucal desde a infância é um hábito saudável que faz parte da prevenção de doenças bucais. 

Consequências da higiene inadequada

Não é novidade que a falta de uma boa higienização pode trazer muitas consequências negativas para a cavidade oral. Quando ela é realizada de uma maneira inadequada, isso acarreta no acúmulo de placa bacteriana, podendo desencadear uma série de problemas bucais posteriormente. O acúmulo de placa nos tecidos gengivais podem levar a um quadro de gengivite. Quando esse quadro se agrava, gera a periodontite. Essa, por sua vez, pode ocasionar na perda precoce dos dentes.

Por outro lado, quando esse acúmulo de placa acontece na estrutura dental, pode levar a formação de cáries. Quando o problema está mais avançado, alertamos que ele pode acometer a polpa do dente, tornando o tratamento endodôntico necessário e podendo levar até mesmo a uma perda dentária.

Alimentação influencia?

Além de uma boa higiene, outro fator que pode afetar a saúde bucal é a alimentação. Existem alimentos que são chamados de cariogênicos, que são todos aqueles que contém açúcar ou que se transformam em açúcar em nossa boca. Dessa forma, nós passamos a “alimentar” as bactérias responsáveis por causar doenças e acabamos mudando o pH do meio bucal. Isso provoca a perda de minerais que estão presentes no dente, consequentemente favorecendo o surgimento de cáries.

Como incentivar esse hábito no seu filho?

Agora é hora de mostrar o exemplo para seu filho, não é mesmo? Já é sabido que as crianças tendem a repetir tudo que veem os pais fazerem, então, para fortalecer ainda mais a ideia da higiene bucal, é preciso que essa prática faça parte da rotina dos pais ou responsáveis. Além disso, torne o ato da escovação em um momento lúdico e agradável, com músicas, brincadeiras ou demonstrações em bonecos da própria criança. Em casos onde a criança já tem um bom entendimento, sugerimos que é legal explicar por que se deve escovar os dentes.

Aftas recorrentes: como, por que surgem e como tratar?

14/05/2024 20h25 | Atualizada em 14/05/2024 20h25 | Por: Dr. Cláudio Rogério

Tem aftas recorrentes? Entenda o que está por trás dessas lesões bucais e descubra como tratá-las.

Quando falamos de genética, imediatamente pensamos nas características de uma pessoa: cor dos olhos, cabelos e até mesmo a altura. Mas, muito além disso, a influência da família também pode ser presente no aparecimento de algumas doenças e problemas bucais. Úlceras bucais, por exemplo, podem aparecer por causas hereditárias e como sintomas de alguma outra complicação. Algumas lesões bucais, no entanto, podem não estar tão relacionadas assim com genética. A afta recorrente é uma delas.

Não tem causa definida

Consideradas um dos maiores mistérios da odontologia, as aftas recorrentes são pequenas feridas que surgem nas mucosas da boca. Elas demoram cerca de 15 dias para cicatrizar e podem aparecer nas gengivas, lábios, bochechas e também na língua. A curiosidade está no fato de que podem surgir sem que nenhum fator a provoque. Muitos são os fatores desencadeantes, como alimentos ácidos, estresse e trauma, mas não existe causa definida.

A genética pode ter ligação com algumas úlceras bucais

Na verdade, existem algumas doenças genéticas que podem causar úlceras bucais. É o caso da diabetes tipo 2. Além de experimentarem também gengivites e halitoses, os pacientes portadores da doença costumam apresentar úlceras na boca. O mesmo acontece para aqueles que têm anemia falciforme. A doença pode se manifestar pela língua, tornando-a mais lisa do que o comum. Um último caso em que as feridas também são comuns é ligado ao câncer bucal. O aparecimento da doença genética é marcado por pequenas verrugas e aftas. Mas, apesar disso, as aftas recorrentes por si só não são ligadas à genética.

O que fazer para que as aftas recorrentes acabem?

Aparentemente inocentes à primeira vista, as aftas podem causar dores e incômodos na hora de mastigar e falar. Não há nenhum tratamento que as elimine instantaneamente. O que pode ser feito é amenizar o desconforto e agilizar o reparo do tecido. Existem alguns medicamentos e pomadas que têm essa função. Podem ser usados corticoides tópicos, anestésicos e o laser de baixa potência.

Há também um cuidado muito grande em relação a esses machucados. Com a ferida na mucosa, a sensibilidade da área aumenta. O organismo se concentra em reparar aquele dano e, assim, abre a possibilidade para que outros problemas apareçam. A higienização bucal é de fundamental importância para evitar infecções no local da afta.

Você sabe qual a quantidade ideal de creme dental por idade?

01/05/2024 12h17 | Atualizada em 01/05/2024 12h17 | Por: Dr. Cláudio Rogério

Escovação e uso do fio dental: essas são as principais etapas da higiene oral que a maioria das pessoas já conhece. Mas o que nem todo mundo sabe é que os cuidados com a saúde da boca vão muito além do básico e estão repletos de detalhes que fazem toda a diferença no resultado final. Um deles é acertar na quantidade de pasta de dente por idade. Crianças e adultos se comportam de formas distintas na hora de escovar os dentes e, portanto, têm indicações específicas.

Qual é a quantidade ideal de pasta de dente para bebês, crianças e adultos?

Pode ser surpresa para alguns, mas é fácil entender por que existem diferenças na quantidade de pasta de dente para cada idade. Dependendo da idade, as crianças não sabem cuspir e, por vezes, acabam engolindo a espuma. Então, quanto menos pasta, melhor. Além disso, independentemente da idade, o excesso de creme dental pode atrapalhar a escovação. 

A quantidade de pasta de dente para bebê de até 1 ano é de 0,05 g (equivalente a 1/2 grão de arroz cru). Já para crianças de até 2 anos o ideal é utilizar 0,1 g (equivalente a 1 grão de arroz cru). A partir dos 5 anos de idade deve-se usar 0,3 g (equivalente a um grão de ervilha). 

Ou seja, a quantidade correta de pasta de dente para adultos e crianças mais velhas é a mesma, não havendo a necessidade de exagerar.

Pasta de dente infantil: como escolher?

Quando o assunto é a higiene bucal de bebês e crianças, não basta saber a quantidade certa de pasta de dente. Também é fundamental escolher o produto adequado para a faixa etária. O creme dental deve ser usado a partir do momento em que surgir o primeiro dentinho e em todas as escovações. O ideal é utilizar a pasta de dente com concentração de flúor em torno de 1.100 PPM (informação que consta no rótulo), para garantir que os dentes ainda em formação estejam protegidos contra as bactérias que causam as cáries.

É bom ressaltar que o creme dental utilizado para escovar os dentes das crianças pode ser usado por toda a família. A maior diferença entre eles é o sabor, que, no caso dos cremes infantis, têm gostinho mais agradável e mais fácil de ser aceito pelas crianças. 

Na dúvida sobre como fazer a higiene bucal dos seus filhos – ou até mesmo a sua –, vale agendar uma consulta com o dentista.

Cárie no dente da frente: como a escova elétrica auxilia na prevenção

16/04/2024 21h18 | Atualizada em 16/04/2024 22h21 | Por: Dr. Cláudio Rogério

A cárie é uma das doenças bucais mais comuns e pode afetar pessoas de todas as idades. Ela acontece quando bactérias se alimentam dos restos de comida nos dentes, produzindo ácidos que corroem o esmalte e formam cavidades.

Os dentes da frente são frequentemente os mais afetados, tanto na aparência quanto na função. Por isso, prevenir a cárie é fundamental. Isso inclui manter uma boa higiene bucal e visitar o dentista regularmente. Uma ótima ferramenta para ajudar na prevenção é a escova elétrica.

Vantagens da escova elétrica

Proporciona escovação mais eficiente e completa, removendo mais placa bacteriana e prevenindo doenças.

Facilita a escovação, pois requer menos esforço e tempo do que a escova manual.

Pode ter diferentes tipos de cabeças e modos de escovação, que se adequam às preferências e necessidades de cada pessoa.

Pode estimular a gengiva, melhorando a circulação sanguínea e a saúde gengival.

Pode melhorar a estética do sorriso, pois pode ter efeito branqueador e polidor dos dentes.

Como usar a escova elétrica

Para usar a escova elétrica corretamente, é importante seguir algumas recomendações:

Escolha uma escova elétrica de boa qualidade, com selo de aprovação da Associação Brasileira de Odontologia (ABO) ou de outra entidade reconhecida.

Escolha uma cabeça de escova adequada ao tamanho e ao formato da boca, que seja macia e que tenha cerdas arredondadas.

Troque a cabeça da escova a cada três meses ou quando as cerdas estiverem desgastadas.

Use uma pasta de dente com flúor, que ajuda a fortalecer o esmalte dos dentes e a prevenir a cárie.

Escove os dentes pelo menos duas vezes ao dia, de preferência após as refeições e antes de dormir.

Lembre-se: sorriso bonito começa com cuidados simples e eficazes. Cuide bem do seu, e ele continuará iluminando o seu rosto e o dia de quem está ao seu redor!

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