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Brasil pode enfrentar tarifa de 500% nos EUA por compra de combustível russo

Apesar da rigidez da proposta, há negociações para flexibilizações, principalmente com países aliados.

Por Narciso Barone- Redação SIte On Brasil

Um projeto de lei que tramita no Congresso dos Estados Unidos tem gerado preocupação no governo brasileiro e no setor privado. A proposta bipartidária prevê sanções econômicas a países que continuarem comprando derivados de petróleo da Rússia, o que inclui uma taxação de pelo menos 500% sobre produtos exportados a partir dessas nações.

Diesel russo impulsiona economia brasileira desde 2022

Desde o início da guerra na Ucrânia, o Brasil passou a importar diesel russo em larga escala, após a União Europeia aumentar a demanda pelos combustíveis americanos. Com isso, o diesel da Rússia se tornou mais competitivo, e o Brasil se consolidou como o segundo maior comprador do produto no mundo. Apenas em 2024, já foram importadas mais de sete milhões de toneladas, movimentando cerca de R$ 38 bilhões, segundo dados do CREA.

Proposta tem apoio de republicanos e democratas

O texto legislativo é de autoria do senador republicano Lindsey Graham e conta com a assinatura de cerca de 50 parlamentares de ambos os partidos. A proposta estabelece que o presidente dos Estados Unidos aumente as tarifas de importação para pelo menos 500% sobre bens e serviços vindos de países que mantêm comércio com a Rússia em setores estratégicos como urânio e derivados de petróleo.

Impactos podem atingir agro e exportações brasileiras

De acordo com o senador Carlos Viana (Podemos-MG), que esteve em missão oficial nos EUA, o Brasil precisa se preparar para possíveis impactos econômicos, especialmente no agronegócio e nas exportações. “Vai gerar uma nova grande crise no agro e nas exportações”, alertou em entrevista.

Negociações em curso e possíveis exceções

Apesar da rigidez da proposta, há negociações para flexibilizações, principalmente com países aliados. A União Europeia, por exemplo, ainda depende do gás russo e está em tratativas para não ser penalizada. No caso do Brasil, a delegação brasileira tenta articular exceções semelhantes, como ocorreu em outras sanções já aplicadas pelo governo americano.

Tarifas já começaram a ser aplicadas

Nesta semana, o presidente Donald Trump oficializou novas tarifas sobre produtos brasileiros, elevando a carga para 50% com a inclusão de um adicional de 40% sobre os 10% já existentes. No entanto, o óleo bruto de petróleo e o carvão estão entre os produtos isentos da nova taxação — por enquanto.

Fonte: Jota.info

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