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SEGURANÇA

Advogado que pediu condenação de próprio cliente é encontrado morto em SC

Rodrigo Pantaleão, de 53 anos, foi localizado sem vida dentro de casa em Florianópolis

Por Lucas Marques Florianópolis

O advogado Rodrigo Pantaleão, de 53 anos, que ganhou projeção nacional após um episódio inédito em um tribunal catarinense, foi encontrado morto na manhã desta quinta-feira (25) em Florianópolis. O corpo do profissional estava no interior de sua residência, localizada na Rua Maria Alexandre Machado, no bairro Itacorubi.

Descoberta do corpo

A mobilização policial teve início após vizinhos estranharem o sumiço do morador, que não era visto na localidade há algumas semanas. O alerta definitivo para as autoridades ocorreu quando moradores da região sentiram um forte odor vindo do imóvel e acionaram a Polícia Militar de Santa Catarina.

O trabalho das equipes de segurança enfrentou complicações logo na chegada ao endereço. A casa era guardada por cães de grande porte, o que retardou o acesso ao interior da residência. Diante da situação, foi necessário solicitar o apoio de uma guarnição policial para viabilizar a entrada segura dos agentes.

A Polícia Científica foi acionada e ficou responsável por realizar a perícia no local e recolher o corpo. Até o momento, a causa e as circunstâncias exatas da morte permanecem desconhecidas. Os laudos periciais devem apontar nos próximos dias o que provocou o óbito e precisar há quanto tempo o corpo estava no local.

Caso viralizou no país

O nome de Rodrigo Pantaleão passou a circular nacionalmente após ele protagonizar uma cena inédita durante uma audiência na 3ª Vara Criminal da Comarca da Capital. 

Na ocasião, ele atuava na defesa de um réu acusado de tráfico de drogas. No entanto, em vez de pleitear a absolvição ou buscar atenuantes para o seu constituinte, o advogado surpreendeu o tribunal ao se manifestar favoravelmente ao pedido de condenação feito pelo Ministério Público. Diante do posicionamento, a juíza do caso considerou o acusado indefeso e suspendeu o ato imediatamente.

O histórico do processo continha outros contornos complexos: Pantaleão havia assumido a defesa do réu após a advogada anterior do caso ter se tornado foragida da Justiça catarinense, também acusada de envolvimento com o tráfico de entorpecentes. 

O caso sobre a morte do advogado segue sob investigação criminal, e novas informações devem ser liberadas pelas autoridades conforme o avanço das apurações.

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