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Cidasc confirma focos de raiva em bovinos de Treze de Maio e Pedras Grandes

Em Treze de Maio haverá reunião para tratar do assunto nesta terça-feira; órgão orienta os produtores a reforçarem a vacinação dos rebanhos

Por Redação

A Cidasc está acompanhado o aparecimento de casos de raiva em rebanhos da região. Neste fim de semana, foi feita a coleta de material em uma propriedade de Treze de Maio em mais um caso suspeito à espera do resultado das análises em laboratório.

“Na região, temos um foco confirmado em Treze de Maio, na comunidade do Lageado, e, em Pedras Grandes, confirmamos mais três novos focos. Em Treze de Maio há mais duas suspeitas aguardando resultado laboratorial”, afirma o médico veterinário da Cidasc Agnaldo Serafim, responsável pela unidade veterinária local de Jaguaruna, que responde também pelos municípios de Treze de Maio, Sangão e Pedras Grandes.

Por causa do aparecimento de novos focos de raiva nos rebanhos bovinos, a equipe da Cidasc vai se reunir com os secretários municipais da Agricultura e da Saúde de Treze de Maio nesta terça-feira, dia 14.

Os casos suspeitos são encaminhados para análise no laboratório da Cidasc de Joinville. Em Treze de Maio e Pedras Grandes, os focos de raiva foram confirmados há poucos dias. No Estado, a Cidasc informou que há casos confirmados também nos municípios de Lontras e Angelina, segundo nota divulgada na tarde desta segunda-feira, dia 13.

Como medida de segurança e por prevenção, o órgão orienta os produtores rurais destes locais a vacinarem e reforçarem a vacinação dos rebanhos. A vacina é recomenda para animais com mais de 90 dias de vida (bovinos, ovinos, caprinos e equinos).
A vacinação dos rebanhos é a melhor saída, pois a raiva leva os animais à morte e não tem tratamento. Também pode ser transmitida a humanos. 

Por isso, casos suspeitos devem ser notificados à Cidasc, e os animais não devem ser manejados sem equipamento de proteção (luvas). As carcaças de animal morto com suspeita de doenças que atingem o sistema nervoso (como a raiva) não devem ser aproveitadas.

Doença transmitida por morcegos

Como a doença é transmitida pelos morcegos, os produtores devem estar atentos a sinais da presença deles em suas propriedades. Nos locais usados como abrigo, podem ser encontradas fezes cuja aparência lembra mancha de óleo queimado. Outro indicativo são mordeduras em cavalos, bovinos e outros herbívoros.

Por se tratar de uma zoonose fatal, entre as providências tomadas nesses casos está a adoção de medidas de educação sanitária e notificação à Secretaria de Saúde, vacinação dos animais em regiões próximas ao foco infeccioso e onde ocorram ataques de morcegos nos animais, e a notificação à Cidasc nos casos de animais com sintomas nervosos e ataques ou presença de morcegos nas propriedades.

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