Cineasta da região lança livro em formato de roteiro de cinema em Laguna
Conhecido pela produção do filme Albertina, o diretor Luiz Fernando Machado agora lança livro de ficção em cidades da região neste mês de julho
O cineasta Luiz Fernando F. Machado lança neste mês de julho um livro de ficção com mais de 200 páginas em formato de roteiro de cinema. A obra Amadeu e a Madeira - Roteiro de Cinema já está disponível nas principais plataformas.
O lançamento presencial irá ocorrer em Santa Rosa do Sul, Urussanga, Laguna e Florianópolis no final deste mês. Em Laguna, o evento de lançamento está marcado para o dia 25 de julho, na livraria Coruja Buraqueira, às 19h30.
Natural de Urussanga, Luiz Fernando ficou conhecido na região pela produção do filme Albertina gravado no município de Imaruí com artistas da região. O longa metragem lançado em 2020 já coleciona mais de 50 prêmios nacionais e internacionais. O diretor agora foca na divulgação de seu livro que promete nos levar a um mundo onde o poder é disputado em guerras.
Luiz Fernando explica que a obra conta a história de Amadeu, um jovem e pacato artesão que chegou do interior de Santa Catarina para morar em Florianópolis, a Ilha da Magia, na busca por sua independência.
Ao se apropriar por acaso da “Blue Komand” (uma erva mística com poderes fantásticos), Amadeu se torna alvo de uma conspiração internacional, pois as facções locais, a OTAN e a antiga União Soviética buscam enlouquecidamente por Amadeu e a Madeira. Uma trama de perseguição, humor e ação. “Amadeu e a Madeira se trata de um produto literário inovador pois se apresenta no formato de roteiro cinematográfico. A obra poderá ser base de referência de formatação de roteiro para alunos ou amantes do cinema”, explica o escritor.
A visão do autor é modulada por meio da “Estética Sopa de Pedra”, manifesto cultural cuja execução do produto audiovisual é realizado junto aos diversos setores da sociedade, usando o meio de produção como linguagem.
Sinopse
Com inspiração no Anastácio do célebre “O Homem do Sputnik”, de Carlos Manga (1959), o personagem central Amadeu é um jovem que busca por afirmação na capital catarinense, e que se vê no centro de uma conspiração internacional que brinca com o imaginário da Guerra Fria. As referências de comédia de ação popular entram em sintonia com as ideias eternizadas pelo cineasta catarinense Rogério Sganzerla, que defendia um cinema popular, que dialogue com o grande público, sem deixar de investir na estética.
A forma da linguagem narrativa é do da “gradação” no qual vão se revelando segredos e tramoias, por meio de personagens “Camaleão”, teasers e montagens paralelas e dão ritmo para a trama.
