Com chapa com Moisés dada como certa, diretório do MDB se reúne na próxima semana
Em nota divulgada hoje, presidente estadual Celso Maldaner sinaliza que candidatura própria não é posição definitiva; Antídio já teria desistido de sua pré-candidatura
O diretório estadual do MDB vai se reunir no próximo dia 13 para definir a situação do partido nas eleições deste ano. A reunião foi confirmada neste domingo, dia 5, em nota assinada pelo presidente estadual da sigla e deputado federal, Celso Maldaner.
Ainda que tenha lançado a pré-candidatura de Antídio Lunelli, ex-prefeito de Jaraguá do Sul, ao governo do Estado, o partido está dividido. Tanto a bancada estadual de deputados quanto outras lideranças, como prefeitos de diversos municípios, já declararam apoio à reeleição do governador Carlos Moisés, do Republicanos. Este grupo, em vez de candidatura própria, defende o MDB de vice de Moisés.
Nos bastidores, comenta-se que a decisão do partido já está tomada. Antídio Lunelli teria aberto mão de sua candidatura, e o partido, enfim, vai indicar o nome do vice de Moisés. O que será outra briga interna, já que na disputa há candidatos como o deputado estadual Moacir Sopelsa, presidente da Alesc, e o deputado federal Carlos Chiodini, cujo nome teria sido sugerido para barrar as pretenções de Antídio Lunelli, uma vez que ambos são de Jaraguá do Sul.
Na possível composição com Moisés, o MDB deve ter o direito também de apresentar o candidato da chapa ao Senado. Até o momento, o único nome em jogo é o do ex-deputado federal Edinho Bez, que já está articulando sua candidatura. Caso desponte outro interessado na vaga, o partido terá de decidir quem será o candidato. Edinho já deixou claro que não vai ceder a vaga, senão por uma disputa interna.
Muitos membros do MDB preferem que o partido lance candidato próprio. Eles avaliam que, em uma eleição fragmentada, com cinco candidatos, por exemplo, a sigla estaria no segundo turno.
“A possibilidade de uma candidatura própria ao governo do Estado – defendida por uma ala do partido – em oposição a uma possível aliança não significa de maneira alguma um posicionamento definitivo”, diz trecho da nota do presidente Celso Maldaner, deixando subentendido que uma composição com outro candidato não está descartada. Muito pelo contrário.
Em outro trecho, escreve Maldaner: “Atentem-se, emedebistas, às configurações eleitorais que quase sempre independem da nossa vontade, mas que asseguram a nossa potência política. Lembremo-nos de quem somos: aguerridos, valentes, audazes, mas estratégicos e flexíveis quando necessário.”
Maldaner, que cobra flexibilidade dos seus correligionários, finaliza a nota com outro recado. “Não devemos nos fragmentar”, pede ele. Afinal, até o momento o partido segue dividido entre os que querem candidato próprio e os que defendem a composição com Moisés.
