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Empresa têxtil é instalada no Presídio de Tubarão e emprega mais de 80 detentos

Além da ocupação produtiva, está prevista a oferta de 4.800 horas de capacitação profissional para os apenados vinculados ao projeto

Por Redação Folha Regional Tubarão

A Secretaria de Justiça e Reintegração Social (Sejuri) celebrou, nesta semana, a inauguração da unidade da Teixeira Têxtil dentro do Complexo Penitenciário de Tubarão, fortalecendo a política de trabalho prisional e de reintegração social no Estado.

Mais de 80 detentos trabalham na produção de big bags, utilizados na armazenagem e transporte de produtos, através do programa Trabalho pela Liberdade.

A solenidade contou com a presença da secretária de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, do prefeito de Tubarão, Estêner Soratto da Silva Júnior, do Secretário da Casa Civil Kenedy Nunes, do Superintendente Hélio Damian, do diretor da Teixeira Têxtil e da equipe gestora do Complexo Penitenciário.

Com 346 metros quadrados de área, a unidade terá como principal atividade a produção de big bags.

Os detentos poderão atuar em diferentes etapas da produção, como costura de acessórios, colagem, fixação do topo, revisão, amarração, dobra e prensagem. Entre as funções estão: ajudante de produção, costureiro, operador de prensa, operador de máquina e revisor.

Além da ocupação produtiva, está prevista a oferta de 4.800 horas de capacitação profissional para os apenados vinculados ao projeto.

Outro impacto positivo será a contribuição financeira ao Estado. A arrecadação prevista com a taxa de 25% destinada ao Fundo de Apoio ao Sistema Prisional (FUNPES) deve alcançar cerca de R$ 75 mil por mês, totalizando mais de R$ 924 mil ao ano.

Para a secretária Danielle Amorim Silva, a parceria reforça o compromisso da Sejuri com a reintegração social. “Estamos criando oportunidades reais de transformação. O trabalho prisional é uma ferramenta essencial para garantir dignidade e preparar os internos para a vida em liberdade”, destacou.

De acordo com a Secretaria de Justiça e Reintegração Social, um terço da população carcerária catarinense já está inserida em atividades laborais. A ocupação contribui para a disciplina interna e prepara os detentos para o retorno à sociedade. A seleção dos participantes considera perfil, comportamento e demanda das empresas, que contratam por meio de editais públicos. Cada preso recebe o equivalente a um salário mínimo.

“Em Tubarão o preso trabalha. Já está em funcionamento o galpão de trabalho com 80 presos trabalhando, um espaço para gerar produção, disciplina e resultados reais para a sociedade”, comentou o prefeito de Tubarão.

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