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Empresários do sul iniciam mobilização para obras no Morro dos Cavalos

Campanha une entidades empresariais para cobrar alternativas urgentes no principal gargalo da BR-101 sul

Por Redação Folha Regional Tubarão

Associações empresariais do sul de Santa Catarina estão mobilizadas em um movimento conjunto que cobra celeridade no trecho do Morro dos Cavalos, na BR-101, em Palhoça. O gargalo logístico tem sido um dos principais entraves ao desenvolvimento da região sul, impactando diretamente a competitividade das empresas, a segurança dos usuários e a fluidez do transporte de cargas e passageiros.

A Associação Empresarial de Tubarão (Acit) fez o lançamento oficial da campanha nesta segunda-feira, dia 7. Outras associações também realizaram o lançamento em suas sedes. O coordenador Regional Sul da Associação dos Usuários das Rodovias do Estado de Santa Catarina (Auresc), Dionísio de Quadros, participou do lançamento da campanha na Acit reforçando o apoio da entidade à causa. “A Auresc também está mobilizada em busca de soluções para o Morro dos Cavalos. Encaminhamos um ofício com algumas rotas alternativas às lideranças e vamos continuar cobrando soluções”, afirma.

Os empresários alertam que o Morro dos Cavalos, além de ser um ponto crítico para o escoamento da produção, representa um risco constante de acidentes e congestionamentos. O movimento empresarial entende que a duplicação do trecho é fundamental para a integração logística entre o sul catarinense, o Porto de Imbituba e a Grande Florianópolis. "Não podemos lembrar do Morro dos Cavalos só quando acontece um acidente, precisamos de uma solução imediata. Iniciamos essa campanha e vamos cobrar diariamente uma alternativa do governo estadual, federal para esse pleito tão importante. A BR-101 liga todo o sul do Brasil e não temos como continuar nessa situação”, reforça o presidente da Acit, Alexsandro da Cruz Barbosa.

Até o momento, três alternativas já foram levantadas: a primeira e mais antiga, a construção de dois túneis, um em cada sentido da rodovia; a segunda um contorno viário; e a terceira e mais recente, a implantação de apenas um túnel para baratear a obra.

“Nós não temos a resposta de qual é a melhor solução. A Acic não tem dinheiro para pagar projeto e muito menos para fazer a obra, mas temos o poder de cobrar e pressionar. O que queremos é a solução, seja ela um ou dois túneis, ou o contorno. O que importa é que tenhamos a solução o mais rápido possível e que seja executada”, disse o presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Franke Hobold.

Para o presidente da Associação do Vale de Braço do Norte (Acivale), Gustavo Schlickmann, é essencial a união da classe empresarial para cobrar soluções do poder público para uma das principais rotas de escoamento de produção e que movimenta a economia no sul do Brasil. “A Acivale representa mais de 500 empresas da região do Vale que usam a BR-101 e vamos cobrar soluções urgentes para essa situação que acaba atrasando o desenvolvimento econômico”, afirma.

A obra é considerada essencial não apenas para a segurança de quem trafega pela rodovia federal, mas também para a saúde e o bem-estar da população. O trecho, com tráfego intenso, está sujeito a bloqueios em condições climáticas adversas ou acidentes graves, dificultando o acesso a serviços de emergência, transporte de pacientes e atendimento médico, além de se transformar em um gargalo logístico que compromete a economia da região.

“Merecemos uma logística melhor e isso só se consegue com recursos. Os investimentos federais em Santa Catarina são muito pequenos, mas talvez possamos ter uma parceria entre o Governo do Estado e o Governo Federal para resolver essa situação”, aponta José Carlos Sprícigo, diretor da Acic e vice-presidente Regional Sul da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).

Campanha

A campanha prevê ações digitais, como postagens nas redes sociais, divulgação de vídeos com depoimentos de empresários e lideranças, uso de hashtags oficiais e disparos de e-mail marketing.

Assim como ações na mídia tradicional, que incluem spots de rádio, vídeos para televisão e YouTube, outdoors, painéis estratégicos, banners em portais de notícias e adesivos veiculares, e que contarão com o apoio e o engajamento dos veículos de comunicação da região. O movimento envolve também a mobilização das lideranças políticas, para que a obra entre no plano de ação do Governo Federal. Estão previstas a realização de reuniões com parlamentares e Ministério dos Transportes, entre outras ações.

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