Estudo traça perfil dos moradores de rua de Tubarão
Maioria é homem, solteiro, sem ensino médio completo e vive em situação de rua há mais de um ano
Notícias de Tubarão - Um levantamento inédito realizado em Tubarão (SC) traçou o perfil detalhado das pessoas em situação de rua atendidas pelos serviços da prefeitura. O estudo, feito com base em dados do Centro Pop, revelou características sociais, educacionais e de saúde que ajudam a entender as necessidades e desafios enfrentados por esse grupo.
Homens adultos representam maioria dos casos
Segundo o estudo, a maioria das pessoas em situação de rua é composta por homens, com idades entre 31 e 50 anos. A maioria declarou ser solteira e ter abandonado os estudos antes de concluir o ensino médio. A presença de mulheres e jovens também foi registrada, embora em menor número.
Tempo nas ruas e vínculos com a cidade
Mais da metade dos entrevistados vivem nas ruas há mais de um ano, e muitos deles já passaram por abrigos ou serviços de acolhimento em outras cidades. O levantamento revelou ainda que uma parcela significativa dessas pessoas não nasceu em Tubarão, mas migraram em busca de trabalho ou após rompimentos familiares.
Principais motivos da situação de rua
De acordo com o Portal Diário do Sul, o rompimento de vínculos familiares, desemprego, dependência química e transtornos mentais estão entre os principais fatores apontados pelos participantes do estudo como causas para sua condição atual. A dificuldade de inserção no mercado de trabalho agrava o ciclo de vulnerabilidade.
Saúde e acesso a serviços
O estudo também mapeou a situação de saúde da população em situação de rua, com destaque para casos de tuberculose, transtornos mentais e uso de substâncias psicoativas. Muitos relataram dificuldade de acesso regular ao Sistema Único de Saúde (SUS), apesar dos esforços das equipes de atenção básica e do Consultório na Rua.
O levantamento representa um passo importante para a formulação de políticas públicas mais efetivas e humanizadas em Tubarão. Conhecer o perfil da população em situação de rua permite ações mais direcionadas e maior articulação entre assistência social, saúde e trabalho, visando a reinserção social e a redução da desigualdade
