Frente Democrática adia para a próxima quarta a definição dos nomes da chapa majoritária
Partidos atenderam a uma solicitação do PSB, que ainda articula a candidatura de Dário Berger ao governo
Até então, a data limite para a Frente Democrática anunciar os nomes à majoritária para as eleições deste ano seria esta quarta-feira, dia 6. Não é mais. A pedido do PSB, que também compõe a coligação, a definição foi adiada para a próxima quarta. A solicitação foi acatada pelos demais partidos.
O PSB alegou que fez algumas conversações nacionais recentemente e, por isso, precisaria de mais alguns dias antes da decisão. O partido ainda trabalha com a possibilidade de que o senador Dário Berger seja o candidato ao governo pela Frente Democrática, coligação que reúne as siglas de esquerda PT, PDT, PSOL, PCdoB, Solidariedade e Rede.
O PSB está também em negociação com Dário Berger diante da forte possibilidade de Décio Lima, do PT, ser o candidato da Frente Democrática, e não o ex-emedebista. Se isso se confirmar, o PSB quer que Dário concorra à reeleição ao Senado, e o partido indique outro nome para compor a chapa ao governo como vice. Um dos nomes cotados é o da vereadora em Chapecó pelo PSB Marcilei Vignatti, esposa de Cláudio Vignatti, presidente estadual do partido.
Pela projeção que tem no Estado o nome de Dário Berger, o senador e seus aliados têm como plano A sua candidatura ao governo. No entanto, a depender das costuras que forem feitas na frente de esquerda, Dário pode tentar a reeleição ao Senado, mas ele deixa claro que esta não seria sua vontade pessoal.
Decisão estava marcada para hoje
Na sexta-feira passada, dia 1º, os presidentes dos partidos que compõem a Frente Democrática (PT, PDT, PSOL, PCdoB, Solidariedade e Rede) haviam batido o martelo e definido esta quarta, dia 6, como prazo final para a definição. “Hoje decidiram não decidir”, brincou um nome ligado ao PSOL.
Participaram daquela reunião Décio Lima, presidente do PT, Manoel Dias, do PDT, Douglas Mattos, do PCdoB, Mário Dutra, do PSOL, Osvaldo Mafra, do Solidariedade, e João de Deus Medeiros, da Rede. O presidente do PSB, Cláudio Vignatti, participou, ao final, por telefone. O presidente do PV, Guaraci Fagundes, justificou a ausência, mas esteve representado pelos partidos da federação.
