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Hugo Motta proíbe reuniões de comissões na Câmara dos Deputados e oposição se manifesta

Duas comissões presididas por parlamentares do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, convocaram reuniões deliberativas nesta terça com moções de apoio político a Bolsonaro na pauta

Por Redação Folha Regional

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), proibiu nesta terça-feira a realização de reuniões de comissões na Câmara dos Deputados durante o recesso. De acordo com o texto, a proibição vai desta terça até 1º de agosto.

Duas comissões presididas por parlamentares do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, convocaram reuniões deliberativas para esta terça com moções de apoio político a Bolsonaro na pauta. A oposição também confirmou o cancelamento das reuniões e criticou a decisão de Motta.

Oposição mobilizada

Mesmo diante do impedimento de realizar as comissões, um grupo de parlamentares da Comissão de Segurança Pública se reuniu e exibiu uma placa de moção de apoio em homenagem ao ex-presidente.

"É uma decisão que nos impede de manifestar nossa opinião, nossa palavra", afirmou o presidente da Comissão de Segurança, deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), que sustentou a existência de quórum para realizar a reunião.

Já o deputado Filipe Barros (PL-PR), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, afirmou que a oposição está empenhada em mobilizar a militância para se manifestar nas ruas, além de acionar organismos internacionais em defesa de Bolsonaro. “Apesar de o Congresso estar no chamado recesso branco, nós não teremos recesso. Nós voltaremos às nossas bases e falaremos como a militância para mobilizar o povo para se manifestar nas ruas", mencionou.

O líder da oposição, deputado Zucco (PL-RS) também criticou a decisão de Moraes sobre as restrições impostas ao ex-presidente. "Não pode sequer usar redes sociais e sair de casa à noite, como um criminoso”, ponderou.

 

Reação às medidas cautelares

As duas reuniões foram marcadas na primeira semana de recesso parlamentar como forma de demonstração de apoio ao ex-presidente, alvo na última sexta-feira (18/7) de medidas cautelares impostas após operação da Polícia Federal (PF). Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de Jair Bolsonaro e na sede do PL.

O ex-presidente também passou a usar tornozeleira eletrônica, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, e foi proibido de manter contato com diversas pessoas, inclusive com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), seu terceiro filho. As informações são do G1.

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