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Justiça pede esclarecimentos sobre suposta violação ao monitoramento eletrônico pelo ex-prefeito Joares Ponticelli

Segundo despacho, Ponticelli teria circulado pelo pátio da prefeitura de Tubarão em março 

Por Redação Folha Regional Tubarão

Um despacho da 1ª Vara Criminal da Comarca de Tubarão da última sexta-feira, dia 7, determina a realização de diligências para esclarecer suposta violação às regras do monitoramento eletrônico pelo ex-prefeito Joares Ponticelli, réu na Operação Mensageiro.

Segundo a justiça, há indícios de que Ponticelli esteve pelo menos no pátio da prefeitura de Tubarão no dia 28 de março deste ano.

Diante da suposta violação, a juíza Keila Lacerda de Oliveira Magalhães Garcia determinou que a Unidade de Monitoramento Eletrônico preste esclarecimentos sobre a violação constatada, considerando a justificativa apresentada pela defesa. 

A juíza pede também que o órgão informe detalhadamente o trajeto percorrido por Ponticelli no dia 28 de março, entre 7h52 e 8h54. Na decisão, a juíza determina que, caso seja confirmada a violação, a Unidade de Monitoramento Eletrônico esclareça se o ex-prefeito ingressou no prédio ou se apenas circulou pelo pátio da prefeitura de Tubarão. Na sequência será aberta vista ao Ministério Público e, após, à defesa de Ponticelli.

Na mesma decisão, a juíza prorrogou as medidas cautelares impostas a Caio Cesar Tokarski e Joares Carlos Ponticelli por mais 90 dias. “Tanto o monitoramento eletrônico quanto as proibições se mostram essenciais para aferir a localização dos réus, de modo a impedi-los de se utilizarem de sua influência para frustrarem a finalização da ação penal, que está em fase de diligências complementares”, justifica.

Além disso, a justiça acatou pedido do Ministério Público para a exclusão de Florianópolis do raio de abrangência da monitoração eletrônica de Caio Tokarski. O órgão alegou que a decisão que autorizou a ampliação do monitoramento para a capital baseou-se no fato de o pai de Caio possuir idade avançada e residir naquele local.

Ocorre, porém, que o pai de Caio faleceu em abril. A juíza ressaltou que, havendo necessidade de deslocamento, a defesa de Caio pode formular pedido pontual e excepcional de ampliação do perímetro do monitoramento eletrônico.

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