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COTIDIANO

Ministério Público cobra informações sobre compra de kits de prevenção ao Aedes aegypti em Laguna

Apuração do caso teve início em março após de denúncia de vereador

Por Redação Folha Regional Laguna

A 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Laguna deu novo prazo de 15 dias para que a prefeitura preste esclarecimentos sobre a aquisição dos materiais educativos destinados às ações de prevenção ao mosquito Aedes aegypti. Desde março o Ministério Público cobra informações sobre a compra dos kits.

A promotoria de justiça teve conhecimento do caso após representação efetuada pelo vereador Kleber da Kek (Progressistas), dando conta de suposto superfaturamento em licitação realizada no município de Laguna para a aquisição de materiais educativos destinados às ações de prevenção ao Aedes aegypti, em benefício da empresa Bella Lousa Projetos Educacionais e Pedagógicos Ltda, a mesma que se envolveu na polêmica dos kits de saúde bucal que custaram quase R$ 600 a unidade, também em Laguna.

Na representação o vereador ressaltou que cada kit custou aproximadamente R$ 430 e, no entanto, só continha “uma bolsa e dois pequenos livros, o que por si só demonstra o evidente superfaturamento da licitação”.

Diante da demora das respostas do município aos ofícios do MP, a promotoria de justiça precisou evoluir o caso para procedimento preparatório, que é uma investigação preliminar para apurar indícios de irregularidades.

O prazo para conclusão é de 90 dias. Ao comprovar o indício de irregularidade, o promotor de justiça instaura o inquérito civil ou, se considerar que as provas coletadas são suficientes, pode adotar diretamente as medidas cabíveis, como a proposição de termo de ajustamento de conduta (TAC) ou de ação civil pública (ACP). Caso contrário, deve arquivá-lo.

O Ministério Público quer saber como foi elaborado o termo de referência para aquisição dos materiais educativos destinados às ações de prevenção ao mosquito Aedes aegypti; a origem dos recursos utilizados para pagar os materiais; cópia dos orçamentos efetuados para confecção de termo de referência e comprovantes de execução do contrato (nota de empenho, ordem de pagamento, nota fiscal, pagamento por transferência bancária ou cheque e comprovante de recebimento dos materiais). No final do mês passado a prefeitura encaminhou ao MP a cópia do processo licitatório.

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