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COTIDIANO

Moradores de Tubarão fazem ato contra a descriminalização do aborto nesta quinta-feira

Grupo se reuniu em frente à catedral para momento de reflexão a favor da vida seguida de uma carreata

Por Redação Folha Regional Tubarão

Nesta quinta-feira, 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, considerada padroeira do Brasil pela tradição católica, e também Dia das Crianças, moradores de Tubarão se reuniram em frente à catedral para um ato a favor da vida e para manifestar contrariedade à descriminalização do aborto. 

Faixas com frases contra o aborto, a bandeira do Brasil, a imagem da santa e balões brancos foram colocados em frente à catedral durante o ato, que contou com a participação de um grupo de músicos. Os participantes cantaram algumas canções religiosas e fizeram de um momento de reflexão sobre a vida e orações. Após as falas, o grupo seguiu em carreata até as proximidades do shopping e retornou à catedral. 

“Foi tudo feito com carinho por essa causa nobre. Precisamos nos manifestar em defesa da vida. Essa foi a primeira manifestação contra a ADPF 442 e vamos continuar lutando”, comenta Mirian Elizete Lazzari, paroquiana da catedral de Tubarão, que participou da manifestação nesta quinta-feira. 
Ela destaca que foi um ato pacífico e contou com o apoio da Polícia Militar e do padre Eduardo Rocha, que permitiu a ação em frente à catedral.

ADPF 442

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar no dia 22 de setembro a ação que tenta descriminalizar o aborto feito por mulheres com até 12 semanas de gestação. A votação foi suspensa por um pedido do ministro Luís Roberto Barroso, e a análise será feita de forma presencial.

Até o momento, apenas a ministra Rosa Weber, relatora da ação, votou. Ela é a relatora da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442 e defende que o aborto seja descriminalizado nesse período de 12 semanas.

A discussão sobre a descriminalização do aborto foi provocada no STF pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), autor da ação, e chegou a ser objeto de audiência pública em 2018 convocada pela ministra Rosa Weber. O objetivo era debater o tema com especialistas e representantes de entidades governamentais e da sociedade civil.

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