Pomada para cabelo tem venda proibida pela Anvisa após casos de queimadura nos olhos
Só no Rio de Janeiro, ao menos 195 pessoas relataram queimadura nas córneas por conta do uso do produto
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu nesta sexta-feira, dia 6, a comercialização, fabricação, uso, propaganda e publicidade de todos os lotes dos produtos da fabricante da pomada modeladora capilar Cassu Braids.
Além disso, os estabelecimentos que tenham o produto para uso em seus clientes também devem suspender sua utilização imediatamente.
A medida foi tomada após a agência reguladora ter sido comunicada pelo Instituto Municipal de Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro de casos de eventos adversos relacionados ao uso da pomada.
O produto, que é utilizado para fazer penteados, como tranças e baby hair, seria a causa de queimaduras nos olhos de pacientes atendidos na capital fluminense.
Outro motivo, de acordo com a Anvisa, é que a fabricante não está devidamente regularizada para a fabricação desses cosméticos.
“É importante ressaltar que consta no rótulo do produto a orientação de evitar contato com os olhos e mucosas, bem como a orientação de retirar a pomada do cabelo antes de ir a lugares como piscinas, praias e cachoeiras, para que o produto não escorra sobre os olhos. Em 2022, a Anvisa já havia publicado um alerta, relacionado a esse tipo de cosmético. É importante que os consumidores fiquem atentos às recomendações de uso e advertências contidas nos rótulos dos produtos”, informa nota da Anvisa e complementa: "A empresa Microfarma Indústria e Comércio LTDA, está com CNPJ inapto junto à Receita Federal e com a licença sanitária cancelada desde 2018", declarou a agência.
O órgão de vigilância sanitária do Rio já havia recomendado nesta quinta-feira, dia 5, a suspensão imediata do uso da pomada modeladora capilar Cassu Braids. Além disso, a Secretaria de Saúde do município proibiu a venda do item.
A orientação do órgão de vigilância inclui a suspensão de outros produtos que, no Rio, são distribuídos pelo Instituto Cassulinha Cabelos Comércio e Serviço. A distribuidora se manifestou nas redes sociais, afirmando que não sabia dos casos relatados. "Estamos buscando esclarecimentos, pois isso não é algo que faz parte da nossa veracidade", diz trecho da publicação.
A recomendação de suspender o uso do produto no Rio foi feita após 195 pessoas sofrerem queimaduras na córnea depois de ter contato com a pomada.
