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COTIDIANO

Produção artesanal da farinha é preservada entre famílias em Capivari de Baixo

No bairro Vila Flor, famílias mantém a tradição de preparar a própria farinha para o consumo

Por Redação Folha Regional Capivari de Baixo

Apreciada pela maioria da população brasileira, a farinha de mandioca é um alimento encontrado em todos os cantos do território nacional. Porém, em Capivari de Baixo, algumas famílias preferem manter a tradição dos antepassados e produzir a própria farinha de forma artesanal.

O método segue sendo preservado entre gerações no bairro Vila Flor.

Manoel Francisco, um dos cultivadores do trabalho artesanal da farinha, conta que depois da colheita da raiz, a mandioca é levada direto do campo para a casa de farinha, local onde é raspada. Posteriormente, é triturada.

A mandioca triturada cai em um recipiente e é prensada em um local denominado de tipiti, que espreme o líquido, a água-de-mandioca, que é resultante da fermentação, além de prover o enxugamento da massa. Após peneirada e torrada, a farinha está pronta para o consumo. O processo leva em torno de cinco dias.

O engenho foi originalmente do bisavô de Manoel, Francisco Bernardo, e ficava em outro local, próximo dali. A estrutura foi construída há mais de 70 anos. A farinha produzida no engenho não é para a venda. “Tudo é para consumo próprio”, conta Manoel.

Além de uma tradição, a produção e cultivo da farinha de mandioca é uma grande oportunidade para o aumento da renda para centenas de famílias na região. 

De acordo com o Observatório Agro Catarinense, o cultivo de mandioca para mesa e indústria está presente em cerca de 12,5 mil hectares em Santa Catarina, com produtividade média de 21,7 ton/ha nesta safra. O Valor da Produção Agropecuária observado na safra de 2023 foi de aproximadamente R$377,22 milhões.

Agroindústria

Segundo Darlan Rodrigo Marchesi, coordenador do Programa Olericultura da Epagri, atualmente 60% da produção catarinense de mandioca é destinada à indústria. 

Os municípios de maior produção são Sangão, Jaguaruna, Araranguá, Sombrio e São João do Sul. As agroindústrias são de diferentes portes e produzem farinhas, fécula, polvilho azedo e seus derivados. Esses alimentos abastecem o Estado, mas também são destinados ao mercado nacional e até para a exportação. 

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