PSOL e Rede confirmam Afrânio Boppré para o Senado
Federação formada por ambos os partidos não indicou candidato ao governo; filiados decidirão por conta se apoiam Décio Lima, do PT
A convenção da Federação integrada pelo PSOL e a Rede, realizada na tarde deste sábado, dia 30, na UFSC, em Florianópolis, indicou o economista e professor Afrânio Boppré para disputar uma vaga no Senado.
PSOL e Rede não definiram candidato a governador. Com isso, cada filiado vai decidir se apoia Décio Lima, do PT, ou não. Até semanas atrás, PSOL e Rede faziam parte da Frente Democrática, uma coligação de partidos de esquerda. Porém, em meio às articulações, prevaleceu a vontade do PT de indicar Décio ao governo e Dário Berger, do PSB, ao Senado, afastando das negociações os outros partidos do grupo que também tinham interesse em indicar um pré-candidato ao Senado.
Diante desse impasse, a saída da Federação PSOL-Rede foi deixar a Frente Democrática e seguir com seu projeto de indicar Afrânio Boppré ao Senado.
Além de Boppré, que atualmente exerce o mandato de vereador na Capital, também foram homologados, pelos dois partidos, 25 candidatos e candidatas a deputado estadual e mais 15 que disputarão a Câmara Federal. A ambientalista Miriam Prochnow, da Rede, será a primeira suplente na chapa para o Senado.
"Senadores catarinenses fizeram muito pelo governo Bolsonaro e nada por Santa Catarina. É hora de mudança na nossa representação no Senado Federal", analisa Boppré, que acredita e vai se empenhar pela vitória de Lula no primeiro turno.
O candidato também pretende priorizar os temas da saúde, educação, economia popular, proteção ambiental, defesa dos direitos humanos e combate a todas às formas de preconceito. "Nosso Estado precisa de um senador de verdade, comprometido com o povo. Chega de mais do mesmo", sustenta Boppré, que afirma ainda que a democracia está ameaçada pelas ações do governo Bolsonaro.
Biografia de Afrânio Boppré
Afrânio Boppré tem 61 anos. É formado em Economia pela UFSC. Também na UFSC, concluiu recentemente o doutoramento em Geografia. Fundou e dirigiu, em Santa Catarina, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos de Santa Catarina (DIEESE). Foi professor substituto de Economia na UFSC e de diversas cadeiras na Cesusc.
É um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) em Florianópolis. Em 1996, elegeu-se vice-prefeito de Florianópolis na chapa liderada pelo também professor Sérgio Grando. Foi deputado estadual entre 2000 e 2006. Em 2005, saiu do PT e partiu para a construção do recém-fundado Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Em 2012, elegeu-se vereador em Florianópolis. Está em novo mandato na Câmara de Florianópolis, eleito em 2020. É casado com Maria Cristini, com quem tem um filho, Gabriel.
