Sábado de sol e arte na praça: um ano depois, artesãos voltam a promover feira em Tubarão
Interrompido pela pandemia, encontro volta a ocorrer na praça da igreja de Oficinas
Pouco mais de um ano depois, artesãos locais voltam a ser reunir na feira da praça da igreja de Oficinas, em Tubarão. O último encontro havia sido em março do ano passado. Até que veio a pandemia, e os artesãos viram-se impossibilitados de promover novas feiras do gênero.
Mas neste sábado, dia 15, desde as 9h até as 16h30 eles estão reunidos na praça da igreja, cada um em sua barraca, comercializando seus trabalhos e divulgando ao público sua produção.
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São cerca de 20 artesãos de Tubarão e municípios próximos, como Laguna, cada qual expondo seu trabalho: são mandalas, plantas, terços, canecas personalizadas, doces e bolos, cervejas artesanais, entre outros produtos. O sábado de sol, com clima ameno, favoreceu o encontro, que, a depender dos artesãos, deve ser repetir quinzenal ou mensalmente.
Eles mesmos que organizaram o evento, em cerca de 10 dias. Por causa da pandemia, a feira teve de limitar em 20 o número de participantes, mas há outras pessoas na fila, também interessadas em fazer parte do encontro.

Willian Reis/Folha Regional - Lilian Guedes e sua colega de feira Valéria, que vende terços
Entre o receio de algumas pessoas de saírem de casa devido a Covid-19 e a pouca tradição do município em promover feiras, os artesãos veem na iniciativa uma maneira de fazer contatos e divulgar seus trabalhos. Eles acreditam que, com o tempo e as próximas edições, a participação do público tende a aumentar. "Tubarão ainda não tem a tradição de feira de rua. Mas os artesãos têm muito material guardado", conta Lilian Guedes, uma das participantes da feira.
Com a pandemia, muitos artesãos ampliaram a produção para vender pela internet, e outras pessoas apostaram nos trabalhos manuais como forma de aumentar a renda ou até como alternativa ao desemprego. "As pessoas do bairro estão gostando de ter uma feira aqui na praça. Ajuda a movimentar Oficinas", comenta Lilian. Ela trabalha com mandalas e luminárias, e vende para outras cidades, como São Paulo e Florianópolis.

Willian Reis/Folha Regional - Izabelle é uma das organizadoras do evento
"É um jeito de trazer cultura e turismo e movimentar a economia", defende Izabelle Zabot. Há seis anos ela e o marido vendem doces na cidade, primeiro de bike e agora também com uma VW Kombi. Izabelle é uma das organizadoras da feira e acredita que o evento, além da dar oportunidade para os artesãos, é uma aposta no potencial econômico de Tubarão. "O artesanato é uma fonte de renda. Então, feiras como essas precisam fazer parte da cultura da cidade", diz.
A exemplo de outros artesãos, hoje ela e o marido vivem exclusivamente do trabalho com os doces. Ela vê na feira um jeito de trocar experiências e fazer novos negócios. "É uma corrente do bem, um ajuda o outro aqui. Estamos no mundo para agregar", comenta.
