Tios são condenados a 60 anos por estuprar sobrinha por pelo menos 15 vezes em SC
Os episódios de violência foram denunciados pela própria menina de 13 anos em uma instituição religiosa
Uma comarca da Serra catarinense condenou três homens a penas que, somadas, passam dos 60 anos de reclusão. Os acusados estupraram a sobrinha, de 13 anos, por pelo menos 15 vezes, em ocasiões distintas. Os episódios de violência foram denunciados pela própria menina em uma instituição religiosa.
Os atos libidinosos praticados pelos réus consistiam, conforme a denúncia, em passar a mão e o órgão genital no corpo da menina, inclusive nas partes íntimas. Eles também beijavam e algumas vezes ejacularam sobre o corpo da menor. Não houve conjunção carnal porque a vítima fazia força contra os agressores, reclamava de dor e conseguia impedir a consumação do ato.
Os acusados se prevaleciam da relação familiar que tinham com a sobrinha para cometer os crimes. Um deles a levava para um motel, mostrava-lhe filmes pornográficos e a ameaçava dizendo que destruiria sua família caso não fizesse o que ele queria.
O outro tio abusador praticava os delitos durante a noite, depois que a mulher e a filha dormiam. Este também dizia para a menina que não contasse a ninguém. Da mesma forma, o outro acusado cometeu o abuso em casa, depois que os familiares foram dormir. Ele também mostrou conteúdo pornográfico a ela.
Pelo crime de estupro de vulnerável, cometido ao menos sete vezes, um dos tios foi condenado à pena de 23 anos e quatro meses de reclusão. De igual forma, o segundo acusado, que cometeu os delitos por sete vezes, foi condenado a 23 anos e quatro meses de reclusão.
O outro réu estuprou a vítima em uma ocasião e teve a pena fixada em 14 anos de reclusão. Todos devem cumprir as reprimendas em regime fechado. Cabe recurso. O processo tramita em segredo de justiça.
