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[VÍDEO] Baleia jubarte encalha em área de difícil acesso e mobiliza equipes no litoral de SC

Animal foi encontrado sem vida em costão de pedras; devido às condições climáticas, remoção da carcaça ocorrerá nesta terça

Por Lucas Marques São Francisco do Sul

O encalhe de uma baleia jubarte mobilizou equipes de monitoramento ambiental e proteção animal no litoral catarinense durante o último fim de semana. O mamífero marinho, que já estava sem vida, foi localizado preso entre as pedras na Praia do Forte, no município de São Francisco do Sul, no Norte do estado. 

De acordo com os técnicos do Programa de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP/BS), o ponto geográfico onde o animal se encontra apresenta extrema dificuldade de acesso, o que exigirá uma força-tarefa para a sua retirada.

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Resgate e investigação

Os profissionais do PMP/BS, trecho executado na região em parceria institucional com a Univille, foram acionados para prestar socorro na tarde de domingo (28). Ao chegarem à praia, os biólogos e veterinários constataram que a baleia já havia morrido. Uma avaliação inicial do terreno foi realizada pelas equipes para traçar a estratégia de resgate.

No entanto, em decorrência das condições climáticas desfavoráveis no mar e da geografia acidentada do costão rochoso, os órgãos ambientais constataram a impossibilidade de realizar o procedimento de imediato. 

A remoção da carcaça da baleia foi agendada para esta terça-feira (30). Somente após o deslocamento do corpo do animal para uma área apropriada é que os especialistas poderão realizar os exames periciais e a necropsia para apurar as reais causas da morte.

Gigantes dos oceanos

Dados catalogados pelo Projeto Baleia Jubarte apontam que esses mamíferos são verdadeiros gigantes dos mares, podendo atingir até 16 metros de comprimento total e pesar cerca de 40 toneladas na fase adulta. 

A espécie possui traços marcantes que facilitam a sua identificação, como o corpo de coloração quase inteiramente negra, uma nadadeira dorsal característica e grandes nadadeiras peitorais brancas que chegam a medir até um terço do tamanho total do animal. 

A parte inferior da cauda exibe padrões únicos de manchas pretas e brancas, funcionando como uma espécie de "impressão digital" que permite aos cientistas identificar cada indivíduo isoladamente.

Diferente de outros predadores marinhos, as jubartes não possuem dentes. Em vez disso, a boca do animal é dotada de uma cortina de cerdas filtradoras flexíveis, conhecidas popularmente como "barbatanas", que se assemelham a escovas.

Mecanismo de alimentação

Para se alimentar, a baleia abre a boca e expande suas pregas ventrais, engolindo uma quantidade massiva de água. Na sequência, ela expele o líquido através das barbatanas, retendo em seu interior apenas pequenos organismos do plâncton e cardumes de peixes como sardinhas. No Hemisfério Sul, a base de sua dieta é o krill, um diminuto crustáceo parecido com um camarão que se prolifera nos mares frios da Antártica.

Como são animais mamíferos, as jubartes dependem do ar atmosférico para respirar. O famoso "esguicho" gerado quando sobem à superfície não é composto por água jorrada de dentro do corpo, mas sim pelo ar quente expelido sob altíssima velocidade e pressão através de seu orifício respiratório, que se condensa ao entrar em contato com a água fria da superfície. Os especialistas estimam que as jubartes têm capacidade de permanecer submersas por até 30 minutos contínuos, conseguindo atingir profundidades superiores a 600 metros em seus mergulhos pelos oceanos.

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