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JAGUARUNA (SC)

Homem que estuprou jovem e ameaçou família em Jaguaruna é denunciado pelo MP

Agressor de 38 anos, que era foragido do RS, foi flagrado com chip da vítima na cueca

Por Redação Folha Regional Jaguaruna

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou, nesta terça-feira (10), a denúncia formal contra um homem de 38 anos acusado de uma sequência de crimes bárbaros cometidos em Jaguaruna. O réu responderá por estupro, roubo, ameaça e violação de domicílio contra uma adolescente de 16 anos.

A situação ocorreu na madrugada de 25 de fevereiro, na orla do Camacho, um dos pontos mais frequentados do litoral sul catarinense.

Segundo a denúncia da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca, a jovem saiu de casa no amanhecer para ver o nascer do sol. Imagens de câmeras de monitoramento residencial mostram que ela foi seguida pelo agressor durante o trajeto.

Já na faixa de areia, o homem utilizou uma faca para render a adolescente, imobilizando-a pelo pescoço para cometer o abuso sexual. Após o estupro, ele ainda roubou o celular da vítima.

A violência não terminou na praia. O agressor seguiu a jovem por diversas ruas enquanto ela retornava para casa, proferindo ameaças de morte contra ela e seus familiares caso o crime fosse relatado.

Demonstrando ousadia, o homem chegou a invadir o pátio da residência da vítima, gritando e batendo nas portas. Foi nesse momento que a adolescente conseguiu relatar o ocorrido à irmã, permitindo que a família acionasse a polícia imediatamente.

Prisão e ficha criminal

A Polícia Militar agiu rápido e localizou o suspeito pouco tempo depois. No momento da abordagem, os agentes encontraram uma prova contundente: o chip do celular da vítima estava escondido dentro da cueca do agressor. As roupas utilizadas por ele durante o crime também foram apreendidas para perícia.

Durante a identificação, descobriu-se que o acusado era foragido da justiça do Rio Grande do Sul. Havia um mandado de prisão em aberto expedido pela Vara de Execuções Criminais de Novo Hamburgo (RS), após ele romper o regime de prisão domiciliar monitorada.

Pedidos da Promotoria

Além da condenação pelos crimes cometidos, o MPSC requer que o réu pague uma indenização mínima de R$ 30 mil à vítima, visando reparar parte dos danos morais e materiais causados pela sequência de atos violentos.

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