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Licenciamento ambiental para dragagem do Canal da Barra do Camacho é analisado pelo IMA

Aspectos relacionados às modelagens matemáticas aplicadas aos estudos ambientais foram discutidos em reunião recentemente

Por Redação l Folha Regional Jaguaruna - SC

O iminente fechamento completo da ligação da Barra do Camacho com mar segue em discussão em busca de soluções. Segundo o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), o processo de licenciamento ambiental para autorização da dragagem no município de Jaguaruna está em análise na Coordenadoria Regional de Tubarão.

Na última semana, técnicos do IMA participaram de reunião técnica com representantes da Unesc e da Fundação Municipal de Meio Ambiente de Jaguaruna, envolvidas na elaboração e instrução dos estudos necessários ao licenciamento ambiental da intervenção. Durante o encontro, foram discutidos aspectos relacionados às modelagens matemáticas aplicadas aos estudos ambientais e realizados alinhamentos técnicos sobre os projetos e informações que deverão subsidiar a análise do processo.

“O IMA destaca que a dragagem do canal é uma medida que pode contribuir para a prevenção e mitigação de efeitos associados a eventos climáticos, como o El Niño, especialmente em situações que afetam o escoamento das águas e podem causar impactos à população local. Paralelamente, a análise ambiental busca identificar e minimizar possíveis impactos sobre os ecossistemas da região, incluindo eventuais reflexos sobre a atividade pesqueira e demais usos tradicionais do ambiente”, justifica nota emitida pelo instituto.

Profundidade menor que 50 cm

Segundo Claudemir Souza dos Santos, coordenador da Comissão de Acompanhamento dos Projetos para a Contenção de Cheias na Bacia do Rio Tubarão e Complexo Lagunar, a barra está por um fio de fechar e em alguns pontos a profundidade é menor que 50 centímetros.

A última dragagem do canal ocorreu em 2022, com investimento de R$ 10 milhões pelo governo do Estado. Desde então, nenhuma manutenção foi feita. A intervenção é essencial para a economia pesqueira da região e para o escoamento de águas da bacia do Rio Tubarão.

"O Instituto reforça que a análise do processo seguirá os critérios técnicos e legais aplicáveis ao licenciamento ambiental, considerando os estudos apresentados e os potenciais impactos da intervenção. O objetivo é assegurar que qualquer decisão seja tomada com base em informações consistentes, conciliando a necessidade da obra com a proteção dos recursos ambientais e das atividades que dependem deles", acrescenta o IMA.

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