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SAÚDE

Pinhão e seus derivados podem ser incluídos na alimentação escolar em SC

Proposta dos deputados Neodi Saretta e Marquito foi apresentada na Assembleia Legislativa, mas ainda depende de aprovação  

Por Redação Folha Regional

O deputado Neodi Saretta (PT) apresentou um projeto de lei, que também foi assinado pelo deputado Marquito (Psol), propondo a inclusão do pinhão e seus derivados produzidos pela agricultura familiar, economia popular solidária e pelos empreendimentos familiares rurais de Santa Catarina na alimentação escolar da rede pública de ensino. 

O objetivo é aproveitar as propriedades nutricionais do pinhão e estimular a agricultura familiar e a economia popular solidária, além de proteger os pequenos produtores de pinhão do Estado.

“Este projeto que apresentei e que também foi assinado pelo deputado Marquito busca estimular o consumo do pinhão, assim como toda a variedade de produtos derivados da semente na alimentação escolar, aproveitando, assim, todo o potencial do alimento, que é muito saboroso e nutritivo. Além disso, queremos valorizar os pequenos produtores”, destaca Saretta.

A Embrapa Florestas descobriu que o pinhão é um alimento rico em calorias, podendo ser utilizado no aporte calórico de trabalhadores braçais, atletas, crianças e adolescentes em fase de crescimento. Por ser rico em fibras, o consumo de pinhão pode trazer diversos benefícios, favoráveis na prevenção de doenças intestinais e cardiovasculares, pela redução do colesterol e dos triglicerídeos.

“A araucária é uma espécie em extinção, portanto, o manejo, o cuidado e o plantio de novas árvores são essenciais para nossa biodiversidade. Enquanto poder público, devemos pensar sempre nos povos e comunidades tradicionais, que trabalham, tem sua renda através do pinhão, mas também protegem o bioma e valorizam a nossa cultura agroalimentar”, disse Marquito.

Com a aprovação do projeto de lei, a merenda escolar da rede pública de ensino de Santa Catarina poderá contar com o pinhão e seus derivados.

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