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SEGURANÇA

Macabro: Cardiologista é preso em flagrante por manter cães mortos em freezer

Walter Rau, cardiologista, foi preso em flagrante enquanto se dirigia para um plantão em um posto de saúde

Por Redação Folha Regional

Um caso de maus-tratos a animais chocou policiais e a comunidade e está ganhando repercussão nacional. Uma operação realizada pela Polícia Civil, em conjunto com a Secretaria do Ambiente e Saneamento de Arraial do Cabo (SEMAS), resultou na prisão em flagrante de um homem acusado de praticar maus-tratos contra animais.

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A ação, batizada de Operação Liberandum, ocorreu na manhã desta terça-feira, dia 29, no bairro Canaã, no Rio de Janeiro, após denúncias anônimas apontarem condições alarmantes em uma residência. Sob a coordenação do delegado titular Dr. Renato Perez, agentes da 132ª Delegacia cumpriram mandado de busca e apreensão na casa localizada na Rua Pedro Álvares Cabral.

O que foi encontrado no local chocou os agentes: diversos cães e gatos viviam em ambiente extremamente insalubre, rodeados por fezes e restos de alimentos deteriorados. Em meio às diligências, a equipe descobriu um freezer com sacos plásticos contendo corpos de cães adultos e filhotes congelados — uma cena descrita como de horror pelos policiais.

Na suíte da casa, quatro gatos foram localizados trancados dentro do banheiro, também em meio a sujeira e comida estragada. Ainda no imóvel, foram encontradas substâncias que aparentam ser anestésicos de uso comum entre cirurgiões-dentistas, o que levantou novas suspeitas sobre outras possíveis irregularidades.

Segundo a Polícia Civil, o homem tinha o cargo de médico cardiologista em um posto de saúde no bairro Sobradinho, na cidade de Araruama, e foi preso no momento em que se preparava para sair de casa para o trabalho. Ele foi conduzido à 132ª Delegacia e permanece preso à disposição da Justiça.

Durante a ação, 11 animais foram resgatados com vida — seis cães e quatro gatos — e encaminhados para avaliação veterinária. A perícia técnica foi acionada para análise do cenário e a residência foi interditada até a conclusão das investigações. A operação ainda contou com apoio da equipe de fiscalização da SEMAS, sob coordenação do secretário Pedro Henrique Corrêa, do veterinário Vinicius Fenizola, do Grupamento Operacional Ambiental e Marítimo (GOPAM) e da Secretaria de Segurança Pública, por meio do programa PROEIS.

De acordo com a legislação brasileira, maus-tratos a animais são considerados crime. A Lei nº 14.064/2020 prevê pena de dois a cinco anos de reclusão para casos envolvendo cães e gatos, além de multa.

A Polícia Civil segue investigando o caso.

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