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SEGURANÇA

Neta confessa ter assassinado brutalmente a própria avó com mais de 50 facadas em SC

A autora confessou o crime relatando que matou a avó de 85 anos em razão de problemas pessoais que tinha com ela

Por Redação Folha Regional Lages

Uma mulher de 30 anos, identificada como Graziela da Silva, foi presa nesta terça-feira, dia 23, em Lages, na Serra Catarinense, sob acusação de ter assassinado a própria avó de forma brutal.

Segundo a Polícia Civil, a vítima foi morta com mais de 50 golpes de faca na região do pescoço e do rosto, ficando com a face irreconhecível.

A autora, que é neta da vítima, confessou o crime durante interrogatório na Delegacia de Investigação Criminal (DIC) do município, relatando que matou a vítima em razão de problemas pessoais que tinha com ela.

A vítima, Ortelina Wolf, de 85 anos, foi encontrada morta no sofá de casa, no bairro Centenário, em 29 de abril deste ano. O corpo apresentava 57 golpes de faca, a maioria no rosto e no pescoço, o que impossibilitou a realização do velório com caixão aberto.

Segundo informações do site Notiserrasc, dona Ortelina era considerada uma senhora tranquila, ativa e querida pela vizinhança. A brutalidade do crime gerou revolta e consternação, principalmente pelo fato de ter sido cometido por alguém da própria família.

No dia do assassinato, familiares que haviam visto a idosa pela manhã retornaram à residência pouco antes das 13h e a encontraram já sem vida. Os ferimentos eram tão severos que, num primeiro momento, a Polícia Militar chegou a considerar a hipótese de ataque por animal. No entanto, a perícia confirmou rapidamente que se tratava de lesões provocadas por objeto cortante.

A Polícia Civil iniciou a apuração logo após o crime. Os mandados de prisão temporária e busca e apreensão foram expedidos com parecer favorável do Ministério Público. Durante interrogatório, Graziela assumiu integralmente a autoria do assassinato, detalhando como desferiu os golpes. Os investigadores agora trabalham para esclarecer se houve premeditação e se a autora apresentava histórico de distúrbios psiquiátricos ou conflitos familiares.

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