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SEGURANÇA

[VÍDEO] Imagens revelam destruição em prédio atingido por avião em MG; dois morreram

Aeronave de pequeno porte abriu um enorme buraco em edifício residencial após decolar da Pampulha

Por Redação Folha Regional Belo Horizonte - MG

Imagens que circulam nas redes sociais na tarde desta segunda-feira (4) mostram a dimensão da destruição causada pela queda de um avião monomotor em Belo Horizonte, Minas Gerais. 

O acidente, ocorrido por volta das 12h20, atingiu em cheio um edifício residencial no bairro Silveira, deixando um rastro de destroços dentro de apartamentos e resultando na morte de duas pessoas.

‘Cenário de guerra’ dentro dos apartamentos

Os vídeos registrados no interior do prédio mostram que o impacto abriu um enorme buraco na parede do que seria a cozinha de um dos nove apartamentos do edifício. É possível ver partes da fuselagem da aeronave misturadas a entulhos de alvenaria e móveis retorcidos.

Antes de cair em um estacionamento ao lado da construção, o avião destruiu janelas, danificou escadas e comprometeu parte da estrutura lateral do prédio. Apesar da gravidade do choque, não houve registro de incêndio.

Vítimas e resgate

O Corpo de Bombeiros confirmou que as duas vítimas fatais são o piloto e o copiloto da aeronave. Outras três pessoas, que estavam em solo ou no edifício, foram socorridas e encaminhadas ao Hospital João XXIII. De acordo com os últimos boletins médicos, uma das vítimas encontra-se em estado grave.

A área permanece isolada para os trabalhos de perícia e remoção dos destroços, enquanto uma multidão se aglomera nas proximidades para acompanhar os desdobramentos do resgate.

Falha técnica e situação da aeronave

Informações preliminares indicam que, logo após decolar do Aeroporto da Pampulha, o piloto entrou em contato com a torre de controle comunicando problemas técnicos e informando que tentaria retornar à pista, mas não conseguiu completar a manobra.

A aeronave envolvida no acidente foi fabricada em 1979 e havia sido adquirida pelo atual proprietário em 2023. Segundo consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro, o monomotor estava com a documentação regularizada junto à ANAC, incluindo o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA), que era válido até abril de 2027. As causas exatas da queda já estão sendo investigadas pelos órgãos competentes.

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