Filhotes de marreco resgatados na BR-101 se recuperam em complexo veterinário de Tubarão
Os nove filhotes da espécie irerê permanecerão no Ceptas até ficarem aptos para retorno ao habitat
No início desta semana, policiais rodoviários federais de Tubarão receberam uma missão especial: resgatar uma família de marrecos que caminhava próximo à mureta central da BR-101, em meio a caminhões e carretas, sem conseguir atravessar a rodovia. Uma mãe marreco e seus noves filhotes, ficaram encurralados em meio ao fluxo intenso de veículos na rodovia na segunda-feira, dia 23.
Conforme a PRF, o salvamento exigiu interrupção do trânsito na rodovia por alguns instantes. A manobra permitiu que os PRFs se aproximassem da mureta central e recolhessem todos os animais em segurança, evitando que a tentativa de travessia terminasse em atropelamento.
Filhotes em recuperação
Após serem retirados da zona de perigo, a mãe e os nove filhotes da espécie irerê foram transportados até o Complexo Médico Veterinário da Unisul, em Tubarão. A família foi entregue à coordenação da unidade para passar por exames e avaliação veterinária. Segundo os pesquisadores do Centro de Pesquisas e Triagem de Animais Silvestres (CEPTAS), os filhotes permanecerão no espaço até crescerem e estarem aptos para serem reintroduzidos na natureza.
Espécie nativa
O irerê é uma ave aquática nativa de Santa Catarina e muito comum em regiões de banhados e lagoas, como as encontradas no Sul do Estado. Conhecido pelo seu assobio característico, esse marreco possui o rosto branco e o restante da cabeça preta, sendo uma espécie que vive em grupos e costuma se deslocar entre corpos d'água para se alimentar.
Como são animais que dependem de áreas úmidas, a travessia de rodovias construídas próximas a esses habitats acaba se tornando um desafio mortal para a espécie, especialmente para os filhotes que ainda não conseguem voar para superar obstáculos como as muretas de concreto.
