Protesto contra redução da APA da Baleia Franca ocorre neste domingo
Manifestação pacífica ganhou apoio de artistas e cientistas após projeto de lei entrar em regime de urgência na Câmara
Está marcado para este domingo (12), na Praia do Rosa, em Imbituba, o ato pacífico "Abraço em Defesa da APA da Baleia Franca". O protesto foi confirmado pelos organizadores, que destacam que a previsão do tempo para a manhã indica estabilidade e ausência de chuva na região.
A concentração do público terá início a partir das 9h, na Avenida Porto Novo, em frente ao Restaurante Rosa Grill, no Rosa Sul.
Protesto contra redução de território protegido
O principal objetivo do movimento é manifestar a contrariedade da comunidade em relação ao Projeto de Lei nº 849/2025, de autoria da deputada federal Geovania de Sá (Republicanos) que propõe a redução da área terrestre da unidade de conservação federal.
A proposta gerou forte reação popular após a Câmara dos Deputados aprovar o regime de urgência para a votação da matéria, medida que acelera a tramitação do PL, permitindo que ele seja votado diretamente no plenário sem a necessidade de passar pela análise de comissões, como a de Constituição e Justiça (CCJ) e a de Meio Ambiente. A manobra motivou a emissão de notas contrárias de órgãos ambientais e até de entidades governamentais.
Importância da APA
Para os idealizadores do movimento, o abraço simbólico demonstra que a conservação do litoral catarinense ultrapassa as questões ecológicas, afetando o patrimônio cultural, científico e econômico de todo o Sul do Estado. Segundo eles, a APA da Baleia Franca protege a região que, anualmente, serve de berçário para a reprodução e criação dos filhotes de baleias-francas, além de abrigar ecossistemas fundamentais, como dunas e restingas protegidas, lagoas e manguezais, costões rochosos e praias e remanescentes importantes de Mata Atlântica.
Repercussão nacional
O ator Marcos Palmeira publicou mensagens em apoio à manutenção integral da APA. No meio acadêmico, o protesto ganhou o respaldo do oceanógrafo Paulo Horta, coordenador do curso de oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e integrante da equipe internacional que monitora o derretimento das geleiras no planeta.
O movimento visa atrair diferentes segmentos da sociedade para debater o futuro da unidade de conservação.