O Carnaval é uma época do ano em que a gente se solta, dança e se diverte! Mas, por que esperar apenas quatro dias para celebrar a vida? Por que não viver cada dia como se fosse um Carnaval? A verdade é que essa folia é mais do que uma festa popular, é uma expressão da nossa capacidade de celebrar a vida, fugir da realidade e nos conectar com os outros.
Talvez seja um lembrete de que a alegria e a diversão são importantes para o nosso bem-estar. A dança, a música e a energia coletiva podem ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade, promovendo um estado de bem-estar e felicidade. É como se a gente entrasse em um estado de fluxo, em que tudo flui e a gente se esquece das preocupações. Mas, e se buscarmos viver com mais alegria o ano todo, dançando, cantando, celebrando a vida em cada momento, em cada lugar?
Porém, na vida sempre existem os dois lados: tem quem goste da folia e quem prefira descansar e relaxar... tudo certo! O importante é encontrar o seu próprio ritmo e viver a vida de forma autêntica, permitindo-se ser mais verdadeiro, o que é essencial para a nossa saúde emocional. Viva com propósito, com paixão e alegria, celebre a vida em todas as suas formas e expressões.
E quando a tristeza e a dificuldade baterem à porta, lembre-se: são nesses momentos de queda que encontramos a oportunidade de nos erguer, sacudir a poeira e continuar a dançar. A vida é como o ritmo do samba: cada compasso é uma chance de recomeçar e ressignificar.
E é exatamente isso que o psicólogo Carl Rogers quis dizer quando afirmou: “A vida é um processo de se tornar, e não um produto a ser alcançado. O processo de se tornar é um processo de descoberta, de exploração e de criação, e é nesse processo que encontramos a alegria e a satisfação”. É nessa perspectiva que podemos entender que a alegria de começar de novo não é apenas uma possibilidade, mas uma escolha.
Nessa escolha encontramos a felicidade e a verdadeira liberdade, que não se restringem aos quatro dias de Carnaval. Boas festas!
A trágica morte do cão Orelha, espancado por adolescentes, não é apenas um caso de polícia, mas um grito de socorro de uma civilização em colapso moral. O que vemos hoje é o sintoma de uma patologia social profunda: a transferência da autoridade parental para os algoritmos e a metamorfose da casa em um dormitório de estranhos conectados. Vivemos em uma sociedade doente, onde a violência não é mais um desvio, mas um espetáculo cotidiano alimentado pela indiferença e pelo consumo de estímulos rápidos.
Na psicologia do dia a dia, notamos que a permissividade virou a regra. Pais, acuados pela falta de tempo ou pelo medo de serem “autoritários”, entregam o controle do desejo aos aparelhos e a futilidades. Ao dar tudo aos filhos, sem o filtro do esforço ou do limite, anulam um pilar da psicanálise: a função da castração.
Para o pai da psicanálise, Freud, o limite é o que nos torna humanos, é o “não” que permite a percepção do outro. Sem essa barreira, o jovem mergulha no narcisismo perverso, em que o mundo é um objeto a ser usado ou destruído. Quando os pais falham, o que resta é o agir impulsivo e desmedido. O uso de jogos violentos, por exemplo, como babá eletrônica cria uma anestesia emocional. A empatia nasce em um ambiente que dê sustentação ao amadurecimento, já dizia o pediatra e psicanalista britânico Donald Winnicott.
Quando o desenvolvimento é mergulhado em uma cultura líquida e descartável, o jovem desumaniza a vida. O animal vira um pixel, a dor vira um entretenimento. Essa violência doméstica transborda para as ruas, gerando uma sociedade onde a fúria é a resposta para qualquer frustração. Estamos criando sujeitos com ego inflado e caráter anêmico, que acreditam ser credores do mundo, ignorando o valor da vida alheia.
O caso do cão Orelha é um espelho que nos devolve uma imagem feia: a de uma sociedade que terceiriza o afeto e a educação. Precisamos resgatar a coragem de educar, pois o limite é, ironicamente, a maior prova de amor. Se não ensinarmos o valor do sopro de vida sob nosso teto, seremos meros espectadores de uma barbárie que nós mesmos, pelo silêncio e pela omissão, ajudamos a construir.
“Onde o consumo de estímulos substitui o diálogo, a empatia morre; somos uma sociedade de conexões rápidas e afetos descartáveis.” - Zygmunt Bauman
Olá, tudo bem com você? Espero que sim!
Quando iniciamos algo novo é sempre desafiador, vem a ansiedade diante do compromisso traçado, dá aquela ‘dorzinha na barriga’, mas, tudo certo! A novidade também é uma oportunidade incrível de crescimento e aprendizado. É com grande entusiasmo que começo essa jornada, aqui na Folha, para compartilhar conhecimentos e reflexões sobre a psicologia com você.
A ideia é criar um espaço em que possamos explorar juntos os mistérios da mente humana, compreendendo comportamentos, emoções e pensamentos que nos movem.
O espaço oferecido se transforma em um local de diálogo para trocar conhecimento sobre o cotidiano, que está diretamente ligado à psicologia.
Oferecer temas relevantes e atuais que possam inspirar e ajudar a entender melhor a nós mesmos e aos outros é o objetivo aqui.
A psicologia está presente em todos os aspectos da vida, e quero que essa coluna seja um recurso valioso para você refletir sobre suas experiências e encontrar maneiras de lidar com os desafios do dia a dia.
Nas próximas conversas, partimos para explorar temas como ansiedade, relacionamentos, motivação, desânimo e muito mais, afinal de contas, a vida é como uma montanha russa, tem altos e baixos, e se compreendermos melhor essas oscilações, vivemos com mais qualidade.
Dúvidas, sugestões e histórias são bem-vindas! Então, fica o convite, vamos juntos nessa jornada de autoconhecimento e crescimento.
Vamos nos encontrar semanalmente aqui na Folha Regional, um espaço democrático, que, com qualidade, vem fazendo história com equilíbrio da informação em nossa região.
E nós vamos estar aqui. Até a próxima!
“Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda.” (Sigmund Freud)

PsicoPapo
Um espaço para explorar os mistérios da mente humana, compreendendo comportamentos, emoções e pensamentos que nos movem.